Bairros

Torcida também anima vendedores

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 3 min

Se o forte calor dos últimos dias não foi bom para o desempenho dos atletas de algumas modalidades, foi excelente para alguns vendedores ambulantes que faturaram do lado de fora dos ginásios e distritais, que serviram de cenário para os Jogos Abertos.

“Ah, um vendedor de raspadinha, como eu, fica feliz”, salienta Osmar Fernandes, que chegou a vender 150 raspadinhas por dia, a R$ 2 cada. Em média, foram quatro barras de gelo, com seis quilos cada uma. “E só não vendo mais porque os braços não dão conta do trabalho”, diz, com bom humor.

Osmar é morador da Vila Industrial e aproveitou para vender as raspadinhas na calçada do Centro de Ginástica Artística “Guilherme Dal Coletto”, que recebeu as competições de ginástica artística. E o colorido e doce sabor dos refrescos à base de gelo fizeram a fila ficar grande em frente ao carrinho de Osmar, principalmente com as crianças e adolescentes das delegações. “Deu para aumentar a renda da família, né! Em 2012, eu também aproveitei para fazer minhas vendas.”


Reforço para as contas da casa

“Água mineral, água de coco...Vamos hidratar, galera!” Era com esta chamada que o vendedor ambulante Marcos César Antonini atraía a clientela. “E tem muito mais: trufas, cones de chocolate, sanduíche natural, açaí...”, acrescentava.

Segundo o vendedor, em competições esportivas, os líquidos são os itens mais procurados, principalmente em dias quentes. “Mas os doces e lanches também saem bastante. E eu gosto de brincar para valorizar o marketing. O pessoal passa e dá risada”, destacou.

Morador do Nova Esperança, Marcos César é figurinha certa em eventos esportivos, vestibulares e concursos públicos. De acordo com ele, o dinheiro da venda de calçada garante o supermercado e ajuda a pagar outras continhas da família. “Em casa trabalhamos como equipe. Minha esposa faz os doces e eu, as vendas”.


‘Para faturar, torcedor precisa participar’

A vendedora ambulante Carmem Bueno Rodrigues é moradora do Parque Jaraguá e vai onde o evento está. “Eu sempre vendo em eventos de grande porte, sejam esportivos, festas, concursos públicos... No caso dos Jogos Abertos, eu consegui faturar em média R$ 150 por dia”.

Entretanto, a vendedora aponta a importância da participação da torcida até mesmo para o faturamento dos ambulantes. “Vendemos para eles, então, além de prestigiar o esporte, o torcedor ainda tem o papel de impulsionar o comércio e garantir o nosso sustento”, disse, enquanto vendia bebidas nas proximidades do ginásio Panela de Pressão, na região da Vila Falcão.


Vendedora de ocasião

Se por um lado os arredores dos ginásios e distritais que abrigaram os Jogos Abertos atraíram os vendedores ambulantes já conhecidos na cidade, por outro, o evento também simboliza uma oportunidade de trabalho para os “vendedores de ocasião”, pessoas que aproveitam a oportunidade para aumentar a renda e até fazer um pé-de-meia.

Rosa Maria Marcondes é moradora da Vila Bela, região da Vila Falcão. Ela aproveitou o período de disputas no ginásio Panela de Pressão, perto de casa, para engrossar a renda da família com a venda de bebidas e salgadinhos para a torcida.

“Em 2012, eu também vendi. Em dias de jogos esperados e, portanto, de bastante movimento, o lucro pode chegar a R$ 300. A gente fica até conhecida, principalmente pelos jogadores de basquete. É acabar os jogos para a banca ficar cheia de clientes”, comemora.

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