Regional

Incubadora ajuda a criar empresas

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

A incubadora de empresas de Garça é um ‘instrumento’ usado pelo município para ‘gerar’ novas empresas a partir de investimentos locais. A gestora da incubadora é a Associação Comercial e Industrial de Garça em parceria com a prefeitura, Ciesp, Fatec e Sebrae.

A incubadora fica na antiga estação ferroviária da cidade, mais exatamente em um depósito de café e abriga 19 empresas. Algumas delas já estão prontas para sair e outras, prontas para se instalar, avisa o gestor Luiz Carlos de Souza. “Estamos diversificando as atividades. Há 30 anos, a cidade era totalmente agrícola. Dependíamos totalmente do café e de um frigorífico. O frigorífico foi fechado faz uns 20 anos e o café teve uma decadência. A cidade balançou. Ficou o café, mas só com a chegada das indústrias de eletroeletrônicos é que a cidade voltou a florescer.”

Para não cair no mesmo ‘buraco’, os gestores se movimentam e apostam na diversificação. “Até as empresas de eletroeletrônicos estão se diversificando. Uma delas partiu para a iluminação. Outras, para equipamentos etc. A incubadora visa também diversificar o industrial da cidade, mas tentar criar espaço para confecções e outros segmentos. Temos um boxe que é uma camisaria. Tem uma fábrica de bolsa estamos tentando. Temos fábricas de vassouras e alimentação. A cidade tem um perfil de empresas que nascem pequenas e depois se desenvolvem.”

Edilson César Sodário, 35 anos, apostou no negócio próprio e depois de passar três anos na incubadora está pronto para ir para o Distrito Industrial. “Eu e meu sócio, Gustavo Machado Prado fundamos a empresa. Trabalhei durante oito anos em uma empresa da cidade no ramo de automação de portão. Sempre tive o projeto de abrir minha própria empresa. Esperei o momento certo e sai. No próximo ano que vou para um barracão no distrito. Nosso ramo de atividade é ferramentaria e injeção plástica, trabalho para várias empresas da região e fora da região.”

Para o futuro, ele sonha em desenvolver um produto próprio. “Estamos pensando num produto nosso. O foco da nossa empresa sempre foi esse. Quero montar uma estrutura de ferramentaria de injeção e fazer nosso produto e deixar de depender de serviços de terceiros. Faço moldes de injeção plástica, é uma ferramenta que utiliza na injetora para fazer vários tipos de peça, peças de automação.”

Para ele, a incubadora foi importante. “No começo foi difícil. Nosso ramo de atividades é muito concorrido. Eles deram suporte. Começamos com uma máquina. Eu ainda era empregado e vinha para cá somente a noite. Hoje tenho cinco funcionários.”

Everaldo Pereira fabrica máquinas de corte a laser para não metálicos. “Máquinas que cortam   acrílico, madeira, tecido, papel, couro. Faz gravação em pedra, vidro e metais. Aqui foi gerado o projeto da máquina a laser, dos sensores de contagem de ovos, a classificadora e embaladora de ovos. Estamos prontos para sair da incubadora.”

O empresário Joaquim Roberto Barthmam  está há pouco tempo na incubadora e desenvolve um projeto novo junto com a família. Ele fabrica camisas femininas para empresas multimarcas. A empresa tem cinco costureiras e espera ficar saudável em dois anos para deixar o local.

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