Bairros

Decoração espacial feita com sucata

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

Por si só, a pintura da casa do receptivo casal Nair Gonzaga Xavier e Adão Porfírio Xavier já chama a atenção dos que passam pela quadra 1 da rua Cyrênio Ferraz de Aguiar, Jardim Olímpico, região do Núcleo Geisel. Mas ele garante que o verde-amarelo nada tem a ver com a Copa do Mundo realizada este ano no Brasil, afinal, não é de futebol que “seu” Adão gosta.

“Eu pintei a casa assim porque acho bonito. Só isso. Eu gosto mesmo é de mexer com sucata. Você sabe, velho aposentado não tem o que fazer e fica inventando moda”, diz Adão, com bom humor.

E por falar em sucata, é este o material que deu origem à atração da casa da família: um foguete, um meteoro e uma luneta. “E olha que eu nem gosto de altura. Tenho medo. Ir para a lua, somente em meus sonhos e engenhocas. Mas minha próxima criação será uma lua”, afirma o inventor.

Atração no bairro, o foguete e o meteoro de “seo” Adão foram feitos por ele com sucata, isopor e luzes que ficam acesas à noite. “Gosto muito de coisas do espaço, por isso fiz isso em casa há uns três anos. É meu passatempo. As crianças passam por aqui e gostam. Tem gente que faz até fotos”, orgulha-se.   


‘Caj Mahal’

Na quadra 6 da rua doutor Fuas de Matos Sabino, no Jardim América, uma casa chama a atenção pela beleza inspirada na arquitetura e monumentos indianos. A residência é ampla e abriga uma república de estudantes universitários formada por 12 garotos. 

Quem atendeu a reportagem do JC nos Bairros foi o aluno de engenharia Gustavo Santana, que vive no endereço há um ano. Apesar de pouco saber sobre a história da extensa residência, muito ele sabe sobre o sucesso que o desenho da casa faz. “Nossa república foi batizada de Caju, então, o apelido é “Caj Mahal”, em homenagem ao Taj Mahal, o mais conhecido dos monumentos da Índia”, destaca.


O charme da Suíça

Na quadra 16 da rua Rubens Arruda, no Jardim Estoril, um charmoso chalé chama a atenção pelo conceito inspirado nas construções suíças. Para crianças, é como uma visão saída de contos de fadas. 

Um dos moradores, o advogado Luiz Edmundo Galeno Machado, destaca que a casa foi construída pelo sogro, que idealizou e concretizou o projeto, aos poucos, há uns 40 anos.

“Outros parentes viveram na casa antes de nós. Vivo com minha família há 38 anos aqui. Meu sogro gostava de novidade e viu o chalé em uma revista de arquitetura do exterior. A casa ainda mexe com a imaginação das pessoas, mas na época de sua construção, virou atração”, lembra.

 

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