Regional

Homem golpeia cachorra com facão


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ONG Late Mia e Cia/Divulgação

Facão utilizado para golpear o animal

foi localizado por membros de ONG

Suzy, uma cachorra da raça rottweiler, estava amarrada em uma madeira e com um golpe de facão na cabeça. Ao lado, a cova que seria destinada a ela. Foi isso que a Polícia Militar (PM) e a ONG Late Mia e Cia, de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru), encontraram em Santo Antônio da Estiva, distrito do município. O motivo de tal crueldade praticada pelo próprio dono da cadela: o animal teria fugido e atacado as galinhas do vizinho. A cachorra segue internada em estado gravíssimo. O caso ocorreu na manhã de ontem, na rua Dom Pedro II.

Após receber denúncia anônima, a PM foi até a residência e encontrou o morador L.D.M, de 47 anos, tentando matar a cachorra com o facão. “Ele (o acusado), inclusive, confessou que iria matar o animal. Disse que ficou nervoso porque a cachorra escapou e pegou galinhas do vizinho. A cachorra estava amarrada e com um corte na cabeça”, conta o cabo Silvio Prado, que atendeu a ocorrência juntamente com o cabo Leandro Júnior.

Os policiais acionaram a ONG Late Mia e Cia. Voluntárias foram até o distrito e constataram os maus-tratos. “A cachorra estava muito machucada quando chegamos ao local. Ele mostrou até a cova que tinha aberto para ela. Disse que, se ela não morresse, iria enterrar ela viva mesmo”, conta Márcia Ferreira Oshiro, uma das voluntárias, que fez o atendimento da denúncia junto com Renata Facion, outra integrante da entidade. 

Resgate

O dono assinou um termo de entrega voluntária do animal. Suzy foi resgatada pela ONG e enviada para uma clínica veterinária de Pirajuí. Lá, recebeu os primeiros atendimentos. “Ela teve uma fratura no crânio. Fizemos os primeiros atendimentos e retiramos um fragmento de osso fraturado. Depois, fizemos a sutura. Mas aquela parte está sem o osso, o que complica muito o quadro”, contou o veterinário Arthur Soliva.

A cadela segue internada. Segundo o veterinário, seu estado é gravíssimo. “É preciso aguardar os próximos dias para saber se ela conseguirá sobreviver ou mesmo se ficará com alguma sequela por conta dos golpes. Mas é difícil que ela resista”, completa Soliva.

A PM elaborou seu registro e a ONG fará o boletim de ocorrência (BO) na Polícia Civil, que investigará o caso. O homem deverá ser intimado a prestar depoimento.


Parceria

Nos últimos meses, a causa animal em Pirajuí ganhou força. Após a fundação da ONG Late Mia e Cia (em outubro deste ano), vem se formando uma verdadeira força-tarefa na cidade.

“Firmamos uma parceria muito positiva com as Polícias Civil e Militar. As duas instituições se mostraram bastante receptivas e estão dando todo o apoio necessário”, conta Márcia Oshiro, da ONG.

Em apenas dois meses, a entidade já atendeu mais de 60 ocorrências. Além do recebimento de denúncias, passou a desenvolver um trabalho de castração gratuita, em parceria com a Prefeitura Municipal de Pirajuí.

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