Lágrimas são sempre um sinal. Podem ser de fraqueza, dor, alegria, compaixão ou desespero. Mas as lágrimas da presidente Dilma, no recebimento do relatório da comissão da verdade, inaugurou uma nova modalidade: a lágrima de peroba. E apenas com muitas delas é que se poderia curar a cara de pau da presidente. A acusação merece explicação.
Não existe meia verdade. Nem meia honestidade. Tampouco existe meia gravidez. Verdade, honestidade e gravidez ou existem plenamente ou não existem. A malfadada Comissão da Verdade atua neste contexto e faz parte do medíocre teatro que a esquerda volta a implantar na América Latina, depois da derrocada do passado.
Dilma Rousseff e o imenso séquito de terroristas da década de 60/70, muitos deles em nossa cidade, nunca lutaram por democracia. Pelo contrário, faziam parte de uma horda comunista que, idiotizados pelo sucesso da revolução cubana, tentou impor a desmiolada ideologia pela força das armas para nos empurrar, goela abaixo, uma ignomínia chamada "ditadura do proletariado". Aliás, devotam até hoje glória servil aos irmãos Castro, como se Cuba fosse o expoente máximo de democracia, retidão e respeito aos direitos humanos, Senão, o que faziam com tanta frequência naquele paraíso comunista? Soldados do comunismo armado, lutaram e mataram não apenas militares, mas civis inocentes nos incontáveis atentados terroristas que praticaram, quando então distribuíam panfletos assumindo a autoria e incentivando a luta revolucionária. Mesmo com um passado tão torpe, o PT segue não apenas desviando dinheiro brasileiro para manter a ditadura cubana: Dilma e Lula nos humilham perante o soberano da ilha, como Lula, em discurso de 2010, "agradecendo ao Fidel por existir".
Se houvesse algum interesse lícito em estudar a história desse país, de fato estariam levantando abusos cometidos no período destinado à comissão, de 1946 a 1985, quando houve a única e verdadeira ditadura, na era Vargas. Todavia, os comunistas decidiram que só lhes interessava debelar alguns anos do regime militar, onde militantes governistas estiveram presentes. Muito casualmente, só querem saber da meia-verdade, pouco importando contar quem foram os brasileiros terroristas, quais atos violaram direitos humanos, quais dos "militantes de esquerda" que mataram civis e estrangeiros e que explodiram bombas homicidas. A estes, com as bênçãos de Stalin, o panteão dos heróis nacionais. Aos mortos pelos militantes, o esquecimento.
As lágrimas crocodilianas de Dilma não foram para "brasileiros". Foram para os comparsas que perderam inutilmente a vida antes de sentir o gosto da tomada de poder. Quanto ao "sucesso" da empreitada comunista, a qual oportunamente usa a democracia que tanto rejeitaram no passado, está muito bem representada pela corrupção endêmica, o deprimente estado da Petrobrás e o estertor da economia nacional.
Ivan Goffi