Uma vergonha, outro fracasso, um absurdo provando a decadência das polícias e da segurança públical. Outro caixa eletrônico explodido em supermercado na nossa cidade num período de 15 dias. Parece que o Copom e o 190 da PM também foram para o espaço. Dá tempo de explodir a cidade inteira antes de ser atendido.
Com essa onda vergonhosa de explosão e a sensação cada vez maior de insegurança, o sr. Isaias Cunha da Silva, proprietário da rede Barracão de Supermercado, tornou uma atitude digna do seu apelido "Comendador". Uma atitude isolada, corajosa e louvável. Mandou os bancos retirarem o dinheiro e desativou os caixas eletrônicos de sua loja. Disse que o patrimônio pode ser recuperado, mas as vidas dos funcionários não! Caixa eletrônico não dá lucro ao supermercado, disse.
Atenção autoridades, políticos e todas as cabeças pensantes de Bauru: não seria correto desativar todos os caixas eletrônicos espalhados pela cidade e concentrá-los todos numa mesma área facilitando a vida e o patrulhamento das polícias. Outra medida que deveria se tornar obrigatória aos bancos seria separar através de paredes ou divisórias os clientes que estão sendo atendidos nos caixas das agências, dos demais que aguardam nas filas, assim como foi feito na agência Nova Centenário da Caixa. Ninguém precisa saber e assistir a que tipo de transação bancária você está efetuando. Neutralizaria a ação dos olheiros que roubom nas saídas dos bancos.
O sr. Isaias logicamente sofrerá críticas pelos usuários dos caixas desativados, porém, é uma decisão emergencial necessária para preservar vidas. O problema fica para os bancos. São deles os clientes. Como forma de agradecimento por sua atitude, peço a gentileza ao nosso querido JC que entre em contato com o "Comendador" e faça uma reportagem sobre sua trajetória de vida. É inacreditável sua história de homem simples vindo da roça muito pobre, porém muito religioso. Hoje é um dos maiores empresários do ramo de supermercados. Um gênio e sábio que em todas suas decisões comanda sua rede com cerca de 550 colaboradores. Porém não gosta de aparecer nem faz marketing pessoal, mas deve ser homenageado por tudo que representa para nossa sociedade.
Maurilio Fábio de Camargo