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Revolta: Rosemeire Egnes Leite, neta de Sirley Egnes de Souza Pereira, 78 anos, mostra as fichas da avó |
Sirley Egnes de Souza Pereira, 78 anos, morreu na tarde de anteontem vítima de uma parada cardiorrespiratória. Mas o que teria acontecido com a aposentada antes do óbito foi o que mais gerou revolta. Ela passou mal, mas, segundo a família, uma médica do Hospital Beneficência Portuguesa teria se recusado a atendê-la, alegando falta de vagas. Diante disso, a família acusa negligência e promete fazer um registro na polícia.
De acordo com a neta de Sirley, Rosemeire Egnes Leite, a idosa sofria de problemas cardíacos e usava até um marca-passo. “Ela tinha convênio com o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) e era atendida na Beneficência. Nós nunca tivemos problemas com as instituições”, descreve Rosemeire. Para ela, a indignação da família é com a médica, que teria se recusado, até mesmo, a estabilizar a paciente.
Tudo teve início por volta das 12h de anteontem, quando Sirley começou a passar mal. Uma filha que vive com a idosa, Rosangela Egnes Pereira Leite, chamou uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para encaminhar a aposentada até o hospital que costumava ser atendida. Depois da recusa da médica, Sirley foi levada ao Pronto-Socorro Central (PSC) pelo Samu, mas morreu no local, às 15h30.
“Muita gente reclama dos hospitais públicos, mas foi um deles que recebeu a minha avó. Estamos tão abalados com a negligência médica quanto com a morte dela”, desabafa a neta. Sirley deixou três filhos, dez netos e quatro bisnetos. O corpo dela foi velado, na manhã de ontem, no Centro Velatório Terra Branca e sepultado, às 14h, no Cemitério do Jardim Redentor.
Em nota, o Departamento de Urgência e Unidades de Pronto Atendimento, através do Samu, informa que a paciente foi atendida pelo órgão. Por ser portadora de doença pré-existente e pelo quadro aparentemente grave, a família solicitou que a paciente fosse encaminhada a um hospital da rede privada, onde já recebia tratamento. A nota afirma que a instituição (Beneficência) alegou não ter condições adequadas para o atendimento.
Assim sendo, a idosa foi encaminhada para a sala de emergência do PSC, onde recebeu os primeiros socorros, mas não resistiu e veio à óbito.
OUTRO LADO
Por outro lado, a assessoria de imprensa do Hospital Beneficência Portuguesa afirma que a instituição lamenta e se solidariza com os familiares da aposentada. O hospital esclarece ainda que, por norma regulamentar interna, assegura o atendimento emergencial de forma indistinta.
Diante disso, a instituição reitera que não há limite de vagas, conforme a médica teria declarado à família da paciente na tarde de anteontem. Segundo a diretoria da Beneficência Portuguesa, em caso de não estrita observância a estas normas do hospital pelos médicos plantonistas, as respectivas responsabilidades serão devidamente apuradas pelos órgãos legalmente competentes.
Bebê
Outro caso ocorrido em Bauru está em apuração. A Polícia Civil registrou, no domingo, um BO envolvendo a morte suspeita de um recém-nascido. A mãe, de 17 anos, teria dado a luz em sua casa, localizada na Pousada da Esperança 2. O Plantão Policial recebeu a comunicação de óbito da Maternidade Santa Isabel, constando o motivo da morte do bebê, uma menina, como “hemorragia materna”.
A mãe segue internada, segundo a assessoria de comunicação da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), que administra a maternidade. A família não autorizou que mais detalhes sobre o estado de saúde da paciente fossem fornecidos. A Polícia Civil investiga o caso.