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Médico Samir Salmen assume a APM

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto

Com 30 anos de formação, o gastrocirurgião irá comandar a Associação Paulista de Medicina em Bauru durante o próximo triênio

Com 30 anos de formação médica, o gastrocirurgião Samir Salmen, 54 anos, assume hoje a presidência da Associação Paulista de Medicina (APM) em Bauru. Eleito em agosto, ele tomará posse nesta noite, em solenidade que será realizada na Casa do Médico, sede da entidade.

 

O gastrocirurgião substitui o oftalmologista José Eduardo Marques e terá como vice o ginecologista Marcos Cabello, que Salmen descreve como o “maior especialista em parto de Bauru e região”. “Ele é um exemplo de vida, porque é um profissional que se dedica a gestantes, algo cada vez mais raro nos dias de hoje. O número de obstetras é cada vez menor”, comenta.

 

O novo presidente permanecerá à frente da APM durante os próximos três anos. A associação representa, além de Bauru, profissionais de Agudos, Pederneiras, Pirajuí e Duartina. 

 

Entre as prioridades de Salmen no comando da entidade, está a defesa dos interesses médicos como forma de valorizar os pacientes. Neste sentido, seu objetivo é mobilizar a APM para pressionar o poder público a nomear como gestores das pastas de saúde médicos que tenham vivenciado, no seu dia a dia de trabalho, as dificuldades enfrentadas em hospitais e postos de saúde.

 

“Precisamos de mais Adibs Jatenes e menos Alexandres Padilhas. O Jatene operou 12 mil pessoas e foi um cirurgião cardíaco conhecido no mundo inteiro. Já o Padilha faz parte de uma geração de teóricos, que nunca foi a um hospital fazer um parto, nunca atendeu um baleado em uma emergência”, critica.

 

UPAs

 

De acordo com ele, a nomeação de médicos “que atendem gente” poderia ter evitado, inclusive, a crise nas unidades de pronto atendimento de Bauru, que sofrem com a falta de médicos. “Primeiramente, deveríamos ter prontos-socorros em vez de UPAs, com toda a infraestrutura necessária e remunerando os médicos devidamente. Sem gestão, é fácil abrir UPA, abrir concurso e colocar a culpa na falta de interesse do médico”, pontua.

 

Salmen afirma que os próximos três anos deverão significar um novo ciclo para a APM, após a gestão de José Eduardo Marques, que ele considera “histórica”. 

 

Além de conseguir fazer o número de associados saltar de 220 para quase 400 médicos, Marques obteve recursos junto à APM em São Paulo para a construção de um salão de festas que poderá gerar dividendos para a sede regional. 

 

Trata-se de um espaço de 660 metros quadrados com capacidade para 400 pessoas sentadas e que poderá ser alugado para outras entidades ou mesmo pessoas físicas. “Também fizemos uma reforma geral na nossa sede. Com a renda extra que virá do aluguel do salão, poderemos fazer muito mais pela associação”, acrescenta o ex-presidente.

 

Durante sua gestão, ele também cita como destaque a maior integração da APM com a comunidade, a partir da realização de encontros com representantes religiosos, do direito e da polícia para discutir temas importantes na área de saúde, como aborto e eutanásia.

 

 

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