Aceituno Jr. |
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Ben Hudson Bonetti Rego é salva-vidas há 30 anos |
Sol, calor e piscina. Não tem melhor combinação para aproveitar os dias da estação mais quente do ano, o verão, que começou no último dia 21. Com o céu limpo e os termômetros marcando quase 35 graus na tarde de ontem, em Bauru, várias pessoas recorreram aos clubes para espantar o calor e se divertir nas piscinas.
É o caso de Glaucilene Cristina de Souza, de 24 anos, que levou a mãe Irene dos Anjos, de 65 anos, e a filha Fernanda de Souza Santos, de 9, para passar a tarde de ontem nas piscinas do Sesc. “Geralmente os clubes têm um ambiente muito tranquilo e familiar, por isso que gostamos tanto de frequentá-los”, revela Glaucilene.
Apesar de ter piscina, a estudante conta que prefere sair de casa. “Minha filha Fernanda me acorda de manhã já querendo vir para cá. Preferimos porque a área de lazer é maior, é um bom jeito de conhecer novas pessoas e também porque estamos em época de racionamento de água, claro”, diz Glaucilene.
Diversão e cultura
Quem também estava aproveitando a área das piscinas era Juliana Fernandes Pontes, de 42 anos, e seu filho Vinícius Itapuã Pontes, de 11 anos. A família é de São João da Boa Vista (260 quilômetros de Bauru), mas está morando no município bauruense há um ano e meio. “Bauru é uma cidade bem quente e nós sempre gostamos de ir aos clubes da minha cidade. Aqui não é diferente. Gostamos muito de nadar e estamos pegando uma cor para quando chegarmos na praia”, fala Juliana.
De férias, Vinícius é só alegria na piscina. “Nos dias que tenho aula eu nado menos, mas agora venho quase todos os dias e também gosto daqui porque quando saio da piscina tenho contato com a cultura. Posso ver uma exposição ou ler um livro”, conta.
Sesc Verão: contagem regressiva
Com o período de férias e de calor, o Sesc realiza um de seus eventos mais esperados do ano: o Sesc Verão.
O projeto, que completa 20 anos em 2015, terá início no dia 9 de janeiro (sexta-feira) a partir das 17h em toda a rede de unidades do Estado de São Paulo.
Em Bauru, o evento de abertura contará com a ex-jogadora da seleção brasileira de basquete e medalhista de prata em Atlanta, Janeth Arcain, com o técnico Guerrinha do Paschoalotto/Bauru e com outros jogadores do time. Os convidados comandarão algumas atividades e realizarão um bate-papo com os presentes.
Novidades
Com o tema “Esporte tem idade: todas”, o Sesc-Bauru traz ao público diferentes atividades diárias, clínicas esportivas, torneios, vivências e instalações interativas até dia 1 de março, além de novidades. “Teremos a ‘Volta ao mundo em 52 dias de esporte’, onde iremos apresentar as principais práticas esportivas dos cinco continentes todos os dias em aulas abertas e também disponibilizaremos, a partir do dia 9 de janeiro, um aplicativo para que as pessoas registrem cada atividades que realizaram aqui no clube”, adianta Alessandra Galvão, supervisora de esportes do Sesc-Bauru.
Dia do Salva-vidas foi comemorado pelos profissionais à beira da piscina
Com olhar atento e de poucas palavras, Ben Hudson Bonetti Rego, de 54 anos, é daqueles que gosta do que faz. Mesmo com uma profissão que exige tanto cuidado, o ‘anjo das piscinas’ teve o que comemorar ontem. Isto porque, dia 28 de dezembro é dia do salva-vidas. “Entrei nesta profissão por acaso. Eu precisava de um emprego e na época era o que tinha. Mas só tenho a agradecer porque hoje me sinto honrado pelo que faço”, declara Ben Hudson.
Mesmo tendo que trabalhar enquanto as pessoas se divertem, o salva-vidas afirma que isto não é um obstáculo. “Seja na piscina ou na praia estamos sempre vigiando e observando os banhistas. Nossa prioridade, em primeiro lugar, é garantir a segurança das pessoas”, explica ele que ainda conta que no período de inverno, participa de cursos para aprender mais coisas..
Memória
Com 30 anos de profissão, muitos momentos marcaram a vida de Ben Hudson, porém o salva-vidas prefere não dar muitos detalhes. “Cada caso é um caso. Não atendemos só afogamentos. Existem muitas pessoas que acabam tendo outros problemas e temos que ser rápidos para prestarmos socorro. Lembro de uma pessoa que teve convulsão na água. Foi um dos socorros mais difíceis que realizei, mas graças a Deus deu certo”, relembra.
