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Dia 1 é marcado por lazer e descanso

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

João Rosan

Maysa pedala com o pai Nelson Ferreira na avenida Getúlio Vargas, em Bauru, no primeiro dia do ano

Fogos de artifício, rojões, estouro de champanhe, música, simpatias e muitos desejos de renovação e sorte. São inúmeras as tradições que marcam o Réveillon, entre elas, uma é bem nítida no primeiro dia do ano, principalmente depois do famoso almoço de Ano Novo: a preguiça pós-festas. Nos quatro cantos da cidade, o agito da noite do dia 31 de dezembro deu lugar, ontem, ao relaxamento, atividades de lazer e boas reuniões entre parentes. 

 

A família Fabri é exemplo. Quem recebeu filhos, netos, genros, noras e outros agregados em sua casa para o almoço de Ano Novo foi a matriarca Madalena Fabri, que desde 1969 reside na travessa Francisco Scripelliti, na região do Jardim Redentor. “E, para mim, este é um dia muito feliz. Esta é a melhor forma de começar o ano”. 

 

Ao lado da casa da família há um terreno baldio bem arborizado, uma espécie de praça para eles, que colocam cadeiras e fazem uma roda de onde sai todo tipo de conversa.

 

“Sou um dos filhos mais velhos e esse é um dia em que alimentamos a nossa tradição de décadas: unir os irmãos e, agora, os cunhados, cunhadas e sobrinhos. Essa nossa aliança reflete saúde e a vontade de dividir os momentos. E o que pode ser melhor do que relaxar com os familiares sob as sombras das árvores na calçada?”, sorri José Antônio. 

 

Outro filho de dona Madalena, Nireu Fabri, comenta que sob as sombras dessas árvores, conversa-se de tudo um pouco, mas principalmente, há diversão: “Relembramos nossa infância, nossas artes de meninos, damos muita risada e tiramos sarro dos cunhados”.

 

Getúlio 'só para eles'

 

O “dia internacional da preguiça” também foi notado nas principais avenidas da cidade. Agitadas o ano todo, ontem dava para contar nos dedos os carros e pedestres em vias como Nações Unidas, Rodrigues Alves, Duque de Caxias e Getúlio Vargas. E teve quem aproveitou a calmaria para passear tranquilamente pela rua. A família Ferreira, moradora do Parque Vista Alegre, é exemplo. “Almoçamos em casa e viemos para a Getúlio trazer as crianças para andar de bicicleta. Sem movimento, elas podem se esbaldar no calçadão”, diz a mãe, Gisele Brosco Ferreira.  

 

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