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Final feliz para a cachorra Suzy


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Divulgação

Marina Rossini e Arthur Soliva com Suzy

Uma nova casa para Suzy, a cachorra da raça rottweiler que foi amarrada e agredida com um facão pelo seu dono, em Santo Antônio da Estiva, distrito do Pirajuí (58 quilômetros de Bauru). Após ela receber alta e ter sido constatado que não ficaria com qualquer sequela das agressões, a cadela finalmente foi adotada e já está morando em uma chácara em Avaí (39 quilômetros de Bauru).

Conforme o JC noticiou com exclusividade, a cachorra foi atacada com um golpe de facão na cabeça pelo seu próprio dono, L.D.M, de 47 anos, no dia 11 de dezembro. Após denúncias, a Polícia Militar (PM) e a ONG Late Mia e Cia, fizeram o resgate do animal. O caso foi registrado na delegacia e o dono foi multado pela Polícia Ambiental em R$ 3 mil. Já Suzy foi internada em uma clínica veterinária de Pirajuí em estado grave. As chances de ela sobreviver eram pequenas, segundo os veterinários Arthur Soliva e Eduardo Fagundes, responsáveis pelo tratamento. Mas Suzy deu mais uma mostra de que queria viver. Ela surpreendeu a todos e se recuperou de forma bastante rápida.

Após vários dias na clínica, Suzy finalmente ganhou um novo lar. Ela foi adotada por uma família que mora em uma chácara em Avaí (o endereço não foi divulgado por segurança a pedido dos proprietários do local).

Adoção

As novas donas de Suzy, Helena Rossini e sua filha, a veterinária Marina Rossini, estiveram anteontem na clínica veterinária e oficializaram a adoção. “Foi incrível como se deram bem. A Suzy agradou tanto elas que pareciam se conhecer há tempos. Um final feliz de uma história que tinha tudo para terminar de forma bem triste”, comemorou Márcia Ferreira Oshiro, uma das voluntárias da ONG Late Mia e Cia que, juntamente com Renata Facion, fizeram o socorro da cadela.

Suzy já foi levada para o novo lar e o tratamento terá sequência por lá. “Como a filha da dona Helena é veterinária, ficou tudo mais fácil. Ela vai fazer o acompanhamento, a vacinação, a castração e também a restauração dos dentes da Suzy. Mas ficamos mais felizes não por todo esse tratamento que ela vai ter, mas porque tivemos certeza que ela vai encontrar o que mais precisava: amor”, finalizou Márcia Oshiro.


Investigação

A agressão sofrida por Suzy foi registrada na delegacia de Pirajuí e deu origem a um Termo Circunstanciado (TC), documento elaborado nos casos de infrações de menor potencial ofensivo, com pena de até dois anos de reclusão. De acordo com a Polícia Civil, o proprietário da cadela poderá responder criminalmente com base no artigo 32 da Lei 9.605/98, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. O artigo prevê detenção de três meses a um ano e multa para quem pratica ato de abuso, maus-tratos, fere ou mutila animais silvestres, domésticos, nativos ou exóticos.

Ainda segundo a polícia, se o infrator não tem antecedentes, as penas restritivas de liberdade costumam ser convertidas em penas alternativas, como multa e prestação de serviços.

A ONG que resgatou Suzi forneceu à Polícia Civil laudos veterinários e, após oitiva de testemunhas, o caso será remetido ao Juizado Especial Criminal, que irá decidir sobre eventual condenação.

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