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"Batalhão" para contornar os estragos

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 3 min

Mais de 130 profissionais vinculados à prefeitura e cerca de 25 bombeiros foram mobilizados ontem em uma força-tarefa destinada a reparar os estragos provocados pela forte chuva que atingiu Bauru no final da tarde de quarta-feira. A região central da cidade foi a mais afetada, como a avenida Nações Unidas, que teve trecho interditado parcialmente para o conserto do asfalto. O prejuízo aos cofres públicos só com o recape é de mais de R$ 20 mil.

O trabalho de rescaldo teve foco na retirada de árvores caídas. Segundo a prefeitura, 46 exemplares caíram, muitas delas sobre fios elétricos e residências. Na noite de ontem, bauruenses ainda estavam sem energia e até fizeram manifestações (leia mais abaixo). Fora a escuridão, ficou o susto e transtornos aos moradores.

De acordo com a Defesa Civil, o temporal provocou também desabamento de muros e princípios de erosões em diversos bairros. Para colocar a “casa” em ordem, a Secretaria de Obras destacou funcionários em uma frente de trabalho que atuou simultaneamente nos pontos mais críticos de Bauru.

Secretário do pasta, Sidnei Rodrigues disse que outros órgãos como a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) e Departamento de Água e Esgoto (DAE) auxiliaram nos trabalhos.

Ele avaliou que os estragos mais significativos se concentraram na quadra 18 da avenida Nações Unidas, sob o viaduto da Fepasa, onde a força da enxurrada arrancou parte da capa asfáltica em uma extensão aproximada de 80 metros na pista do sentido bairro-Centro.

“Só a reposição da massa asfáltica vai custar em torno de R$ 20 mil, sem contar a mão de obra”, revelou Rodrigues. Do local, foram retiradas grandes quantidades de areia, lama, lixo e entulho para desobstruir o sistema de galerias.

O secretário da pasta garantiu que o reparo seria concluído até o final da tarde de ontem. Questionado sobre planos de ação para o mês de janeiro, Rodrigues informou que, por enquanto, existem só medidas provisórias.

“Para resolver o problema, só com uma obra definitiva. Ficou acertado a interdição do trecho da Nações quando houver previsão de temporal. A Emdurb e a Defesa Civil estão monitorando”.

Mais estragos

Além da Nações Unidas, outro ponto que sofreu com o temporal de anteontem foi a rua Benevenuto Tiritan, ligação com a avenida Comendador José da Silva Martha, onde o Córrego Água da Forquilha inundou e um grande volume água, lixo e entulho ficou acumulado na pista.

A quadra 19 da rua Minas Gerais, região do Parque Paulistano, também ficou prejudicada com o temporal.

Além da queda das dezenas de árvores, a prefeitura afirma que também foram registradas 56 reclamações sobre quedas de galhos.


Bebê de 10 meses escapa de ser atingido por árvore

Matheus Lucas, de apenas 10 meses de vida, dormia na cama dos pais, quando uma árvore caiu sobre o telhado do quarto, na residência, localizada na rua Três do Ferradura Mirim. “Quando vi os galhos, gritei e só pensei tirar meu filho. Senti muito medo”, disse a mãe Fernanda Emílio, 29 anos.

No momento, Matheus estava sob os cuidados do pai Daniel Lima, 22 anos. “Fui fechar a janela e, de repente, caiu tudo. Por um momento, pensei que tinha atingido meu filho”.

Em frente à residência de Daniel, a dona de casa Ana Paula Carvalho, 36 anos, apontava para a parede de um quartinho, que fica nos fundos da casa e que cedeu. “Fiquei muito nervosa e imaginei que fosse cair as paredes da minha casa também”, contou.

‘Clareou tudo’

A dona de casa Solange Reis Mazzetto estava com o marido na garagem de sua casa, na travessa Krairalla Harfouch, Parque Paulistano, quando o temporal derrubou a árvore de cerca de 15 metros que fica em frente ao imóvel.

“Deu um estalo, clareou tudo e, de repente, vi as telhas caindo. Uma delas atingiu meu marido, que se machucou na mão”, contou Solange. Os estragos só não foram maiores porque os fios de energia elétrica amorteceram a queda.

Na quadra 1 da rua São Patrício, Jardim Redentor 1, o funileiro Edson Carrara Gonçalves, 54 anos, terá prejuízo de R$ 5 mil, pois o caminhão de um cliente, que estava em frente sua oficina, foi atingido por uma árvore. “Não deu nem tempo de tirá-lo”, disse.

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