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Medicamentos contra dor, febre e infecções não estão disponíveis |
Mais um problema atinge a rede municipal de Saúde em Bauru. Faltam medicamentos nos postos, onde são dispensados, por meio da apresentação de receita, a qualquer pessoa que more na cidade. Na unidade básica da Vila Nova Esperança, está afixado informe com os 19 remédios da lista oficial da prefeitura não disponíveis no local.
São 19 os medicamentos em falta. Alguns deles são considerados básicos, como dipirona, indicado contra dor e febre; o antibiótico amoxicilina, um dos mais utilizados; omeprazol, antiácido considerado padrão; e até ASS, utilizado por crianças como analgésico e antitérmico e em adultos com problemas de coração, especialmente os que já sofreram infartos.
O problema na Nova Esperança foi exposto, ontem, pelo vereador Roberval Sakai, que usou o Facebook para externar sua indignação. “Isso é um desrespeito à população. Estão faltando alguns remédios há mais de um mês”.
Há alguns meses, na Câmara Municipal, ele, junto à vereadora Telma Gobbi (PMDB), já haviam relatado a falta de medicamentos e insumos, como papel higiênico e copos descartáveis, em algumas unidades de saúde, especialmente no Pronto-Socorro Central (PSC).
Na ocasião, porém, os parlamentares se referiam aos remédios utilizados para o tratamento de pacientes em observação e a administração alegou que dispunha de outros que substituíam os faltantes e apresentavam os mesmos resultados.
Quanto ao problema relatado ontem, Secretaria Municipal de Saúde confirma que, em virtude de alguns fornecedores terem entrado em férias coletivas no final do ano passado e só terem retornado às atividades normais em janeiro, houve atrasos na entrega dos medicamentos, que teriam sido solicitados com antecedência.
A prefeitura alega ainda que a fala de remédios nos postos é temporária. O setor responsável pelo serviço já teria recebido a maior parte deles e a entrega dos medicamentos às unidades de Saúde está em andamento.
Por esse motivo, a Saúde não consegue precisar se os mesmos remédios indisponíveis na Nova Esperança são os mesmos que faltam nas demais unidades.
A distribuição dos medicamentos, segundo a administração municipal, deve ser concluída até o fim da próxima semana, mas o fornecimento de alguns itens, que ainda não foram entregues, só deve ser normalizado no final de janeiro.
Regras
Os medicamentos da Prefeitura de Bauru são distribuídos para pacientes residentes na cidade, independentemente de terem sido atendidos ou não na rede municipal. Para isso, os usuários precisam apresentar, nos postos de saúde ou nas unidades farmacêuticas do Centro e da Bela Vista, a receita médica, em duas vias (carbonada ou xerocada).
As receitas comuns têm validade de 30 dias. Há, contudo, regras específicas para a dispensação de alguns tipos de remédios.
Para os medicamentes de uso contínuo, as receitas são válidas até a próxima consulta médica ou pelo período de seis meses.
Todas as diretrizes do serviço, bem como a lista completa com os remédios oferecidos pela rede municipal, estão disponíveis no site: www.bauru.sp.gov.br
Fim de semana terá todas as UPAs
A Prefeitura de Bauru divulgou, ontem, que todas as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) funcionarão normalmente, sem interrupções, neste fim de semana. É a primeira vez em meses que isso acontece – pelo menos, desde julho de 2014 -, pois a falta de médicos plantonistas escalados vinha interrompendo os atendimentos aos sábados, domingos e feriados.
O governo atribui o avanço à consolidação da operacionalização da UPA Bela Vista por meio dos profissionais contratos pela Fundação Regional de Saúde, que assumirá também a escala médica da Vila Ipiranga.
Resposta
A Secretaria de Saúde respondeu, ontem, as críticas do vereador Roberval Sakai (PP) sobre os problemas no encanamento da UPA Geisel, que suspenderam o atendimento no local no último fim de semana. O parlamentar pontuou que houve erros de engenharia na obra, o que classificou como falta de gestão.
A pasta esclarece que os reparos na unidade tiveram início na sexta-feira passada, dia 9 de janeiro e que a obra se encontra dentro do prazo de garantia, o que possibilitou a notificação à empresa responsável pela construção do prédio.
“Considerando que o defeito encontrado seja de ordem técnica de construção, que toda e qualquer obra está sujeita a incidentes e, embora a fiscalização e acompanhamento da obra não sejam de atribuição da Secretaria Municipal de Saúde, a mesma, com rapidez, tomou as providências legais, a pasta refuta que tal fato possa ser classificado como falta de gestão”, informou a prefeitura em nota.
Problemas
Na visita ao posto de Saúde da Nova Esperança, Roberval Sakai constatou também más condições de acolhimento dos pacientes, com lixo espalhado pela entrada, frutas caindo de uma árvore no acesso a unidade e equipamentos em desuso amontoados
no prédio.
O secretário Fernando Monti já reconheceu a estrutura precária do local, insuficiente, inclusive, para atender toda a demanda da região, cuja população cresceu após a entrega de residenciais do Minha Casa
Minha Vida”.
A administração trabalha com a perspectiva de construir uma nova unidade no bairro, com recursos disponibilizados pelo programa federal de habitação popular.
