Prezada senhora Nilza, inicialmente queremos esclarecer que a gestão de saúde de Bauru não é de responsabilidade total da Famesp. Porém, o que cabe à nossa Fundação (que é uma Organização Social de Saúde sem fins lucrativos, criada em 1981 pela Universidade Estadual Paulista) é feito da forma mais transparente e eficaz possível.
Como sabe, os serviços sob nossa gestão são 100% dedicados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e as vagas de consultas, exames e internações em unidades como Hospital Estadual de Bauru, Ambulatório de Especialidades Médicas (AME) e outros são reguladas por um serviço chamado Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS). Desde que assumimos alguns serviços, como o Hospital de Base, por exemplo, conseguimos mais que triplicar o número de leitos (de 40 para 140 leitos clínicos só no Base), mas, infelizmente, o problema de falta de leitos é nacional e crônico e não depende apenas do esforço de uma gestão.
Sobre o seu caso especificamente, levantamos seu prontuário e informamos que:
1) Entre 2004 e 2009, há registros de seu tratamento neurológico no HEB, com medicação e acompanhamentos semestrais. Com controle da doença, a senhora recebeu alta e indicação de renovação de receita em unidade básica de saúde.
2) No AME Bauru, há registros de consultas em nome da senhora a partir de 2010, inclusive no neurologista, que manteve a mesma conduta prescrita no HEB em 2009. Na área d.e ortopedia, há registros de pedidos de dois exames de raio-X por médico do AME, em agosto de 2010: "raio-X de coluna cervical" e "raio-X de coluna lombar". Ambos foram feitos e não apresentaram alterações. Em 2014, no dia 20 de novembro, um outro raio-X foi realizado. Esse, sim, de "coluna total", feito a pedido de médico do Núcleo de Saúde Beija-Flor. Ao contrário do que a senhora afirma em sua carta, temos imagens e laudos (datados de 16/12/2014) que comprovam que o exame realizado foi "raio-X da coluna total", conforme padrão do chassi, e não somente da coluna lombo sacra.
Lamentamos profundamente que a senhora coloque em xeque a idoneidade de nosso trabalho. E nos colocamos à sua inteira disposição, já que nossa gestão é transparente, fiscalizada sistematicamente por órgãos como Tribunal de Contas e Secretaria de Estado da Saúde, e tem total responsabilidade com o uso do dinheiro público.
Assessoria de Comunicação e Imprensa da Famesp/Bauru