Polícia

De novo, escola é vandalizada

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

João Rosan

Os invasores abriram uma janela com grade e, pela lado de fora, furtaram produtos de armário

Muro alto, grades em todas as portas e janelas, alarme e câmeras de segurança. Nada disso adiantou para impedir que creche comunitária infantil, conveniada da Prefeitura de Bauru no Núcleo Geisel e que atende 95 crianças de até os 5 anos, sofresse mais uma vez com atos de vandalismo e criminalidade. 

 

Segundo a coordenadora da creche Pingo de Gente, Marcela Suellen Andrade, foram mais de dez investidas contra a escola em um período de menos de três anos. 

 

O último intento terminou com o furto de materiais de limpeza e com as paredes de uma parte da unidade sujas de fezes, no último final de semana, segundo acredita a coordenadora, especificamente na noite deste domingo.

 

“Só fomos notar na manhã de hoje [ontem]. O alarme ficou desligado porque estava com problemas, mas infelizmente eles foram mais rápidos. Essas invasões já viraram até rotina. A segunda-feira é sempre uma surpresa, infelizmente”, comenta Marcela.

 

Desanimador

 

Desta vez, nem mesmo boletim de ocorrência (BO) a unidade registrou sobre o ocorrido.

 

“Sabemos que não vai adiantar muito, não temos rastros de quem fez isso, as câmeras do pátio não pegam onde eles estavam”, diz a coordenadora. “A Polícia Militar sempre passa por aqui, mas eles escolhem os horários que sabem que ninguém irá pegar.  É desanimadora essa situação”, lamenta Marcela.

 

A unidade funciona há mais de 30 anos no bairro e há cerca de dois anos passou por uma reforma justamente com o objetivo de dificultar a ação de invasores.

 

A adaptação, no entanto, não foi suficiente para impedir que os invasores abrissem uma janelas com grade pela lado de fora e levassem de um armário que estava encostado nela vários produtos de limpeza.

 

“Eles também espalharam fezes na parede da ducha onde as crianças se refrescam nos dias de calor. Tanto que hoje [ontem] tivemos que cancelar, mesmo com todo esse calor”, comenta a coordenadora.

 

No primeiro semestre do ano passado, a escola chegou a ser invadida cinco vezes em um mesmo mês, segundo a coordenadora. Ocasião em que portas e vidros foram quebradas e vários objetos como mantas e cobertores levados.

 

Uma casa abandonada em frente à escola é elencada pela coordenadora como um fator que tem auxiliado a concentração de marginais no bairro.

 

Patrulhamento

 

A área em questão corresponde ao patrulhamento realizado pela base sudeste da 4º Companhia do Batalhão de Polícia Militar do Interior (4ºBPM-I). 

 

Comandante da Companhia, o capitão Gustavo Cardoso Xavier, em conversa com a reportagem, reforçou a importância do boletim de ocorrência por parte da escola. “Não estávamos sabendo desta ocorrência. O planejamento do patrulhamento é feito a partir das estatísticas dos crimes comunicados à polícia, por isso o registro é importante”, frisa o capitão, colando a companhia e a base sudeste à disposição da escola.  “A nossa base funciona vinte e quatro horas, do que depender de nós, vamos tentar ajudar”, completa o comandante.

 

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