Fevereiro, agora, Thales Wagner completaria 60 anos, seria mais um "sessentão"! Deixou-nos, repentinamente, apesar do calvário e resistência minada, diante de sua enfermidade. Portou-se dignamente, heroicamente, entendendo com sua perspicaz inteligência outros planos que lhe haviam reservado!
Anos 50, o país ainda convivia sobre o impacto da morte de Getúlio Vargas. Diz a sabedoria popular: depois da tempestade, a bonança! Assim, o Brasil vislumbrava uma nova era, um novo pensar! O carnaval de 1955, sua terça-feira "gorda", cinzas e aleluia deram boas-vindas ao rebento Thales Wagner! Completaria mais uma primavera, mas sei lá o quê estava escrito, predestinado, que partisse a um outro plano, a uma outra incumbência superior, talvez! Sua ausência preencheu-se no tempo e espaço através de seu talento, inspiração e sensibilidade com as diferentes linguagens da rte: literatura, fotografia, cinema, as trilhas sonoras... era evidente que convivíamos com um Ser diferenciado! Um multi-artista!
Em plena adolescência, conviveu com sua saúde golpeada, ficando vulnerável ao oportunismo de qualquer enfermidade que pudesse vencê-lo! Lutou heroicamente com o espectro da Morte, da finitude de sua vida! Vivíamos na metade dos anos 70, apesar de todos esforços e recursos, a medicina avançada, não puderam evitar uma baixa, e a despedida, com certeza, de um grande colaborador nessa aventura, nessa viagem junto a nós!
Wagner, você foi um "campeão", uma performance exemplar! Um modelo de jovem, de juventude que diz a que veio! Deu o seu melhor! Sua melhor idade! Estamos aqui, garoto! Suas ideias, projetos, sonhos perduram! P.S. - Ah, seu "Verdão" balançou, mas não caiu!
José Francisco Gimenez Camilo