Tribuna do Leitor

Estelionato eleitoral ou conto do vigário?!


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A presidente Dilma Rousseff, ao tomar posse neste segundo mandato, começou a incrementar várias políticas administrativas que no segundo turno acusava que era o Aécio Neves que iria fazer. Aumentou a taxa de juros para crédito aos consumidores, mexeu com o seguro-desemprego, com pensões por morte e vai taxar os cosméticos, entre outras. É lógico que há abusos de muitos beneficiários que preferem ficar seis meses recebendo o seguro do que procurar outro emprego e também há viúvas novas (o famoso golpe do baú) que viveriam muito bem sem as pensões por morte, no entanto, a partir do momento que se generaliza nasce a injustiça e o preconceito. Quanto à taxação dos cosméticos, quem começou a investir maciçamente em beleza nos últimos 10 anos foram as classes mais humildes. Até porque essa atitude aumenta a auto-estima das pessoas.

Aliás, o novo ministro da economia citou na última semana que o seguro desemprego é coisa ultrapassada. Logo imaginei se fosse o Aécio que tivesse ganhado as eleições e seu ministro da economia fizesse tal pronunciamento. O PT cairia de pau e os movimentos sociais (ultimamente estão bem mansinhos) já estariam fazendo passeatas e protestos em toda a nação.

E por falar em economia, a equipe do ministro Levy, do governo atual, têm ex-dirigentes de bancos nacionais e internacionais. Salvo ledo engano, a campanha de Dilma fez críticas pesadas contra a Marina nos programas de rádio e de televisão ao acusar que ela iria colocar a banqueira Neca Setubal para comandar a economia.

Se tem uma atitude administrativa desprezível em qualquer governo é aquela que se materializa na máxima hipócrita do "faça o que digo, mas não faça o que faço!" O PT já errou nos anos 80, 90 e 2000 quando se autovestia do monopólio da ética e da moralidade. Ao chegar nos poderes municipais e estaduais, e no federal em 2002, e ver muitos de seus membros serem acusados de corrupção e improbidade administrativa, se despiu do manto da hipocrisia e percebeu que em todos os setores da sociedade tem gente honesta e desonesta. E não seria um partido político que seria diferente.

E se o governo Dilma não mudar seus conceitos vai entrar para a história como um dos maiores estelionatos eleitorais que o Brasil já conheceu, tal como foi o confisco da poupança do Collor de Mello, em 1990. E de estelionato eleitoral para virar conto do vigário é fácil!

PS - Outro estelionato eleitoral foi o fato de o governador Geraldo Alckmin ter dito nas eleições que a situação da falta de água estava controlada. Passou o período eleitoral e os paulistas agora estão sentindo na pele (digo torneira) a triste realidade. Também caminha para o conto do vigário!

Pedro Valentim

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