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Ação inédita premia universitários

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 4 min

Dez alunos, dois grupos finalistas e um único desafio: desenvolver ações de comunicação para uma gigante do setor energético no Brasil. Em uma noite de espetáculo e criatividade, a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) premiou cinco dos dez jovens de um dos grupos selecionados no desafio com uma viagem especial.

Vencedores da 20ª edição do Festival de Criatividade e Comunicação: Da Classe ao Mercado Internacional – promovido pela Unesp em parceria com a Universidad de Sevilha e realizado pela primeira vez no Brasil –, o grupo da agência experimental de publicidade Aurus Criação deve embarcar, dentro dos próximos meses, para uma viagem a Sevilha, na Espanha.

A premiação dos campeões também inclui convites para assistir à Stock Car 2015 e um curso pago no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP).

Os vencedores, inclusive, receberam do Sebrae o Prêmio de Empreendedorismo, pelo empenho no projeto.

O evento, que foi realizado na noite da última quinta-feira no anfiteatro Guilhermão, contou com júri internacional representado por Ana Cortijo, diretora do departamento de comunicação audiovisual e de literatura da Universidad de Sevilha. Também teve, entre os jurados, Caio Oliveira, designer do departamento de criação do Jornal da Cidade.

O desafio

Nesta edição, as agências brasileiras tiveram como cliente a Raízen, empresa criada a partir da junção de parte dos negócios da Shell e da Cosan.

Com três anos de existência, completados em 2014, tem o quinto maior faturamento do Brasil (R$ 58,5 bilhões) e cerca de 40 mil funcionários. Atualmente, é a principal produtora de etanol de cana-de-açúcar do país, com 860 mil hectares de área agrícola cultivada, sendo a maior exportadora individual de açúcar de cana no mercado internacional.

O desafio colocado aos estudantes era de consolidar a imagem da empresa como única e tornar clara a sua atuação abrangente, explorando a cadeia de produção, independente de seus acionistas.

Para isso, foi solicitado que eles planejassem e executassem ações online e off-line com três públicos da organização: as comunidades do entorno das unidades da empresa; os funcionários e a mídia.

Coordenadora do projeto na Unesp, a professora Célia Retz pontua a importância da ação. “O programa possibilita aos alunos avaliar, estudar a melhor estratégia e elaborar uma campanha de comunicação para um cliente real, atuando como uma agência no mercado profissional”, afirma.

Finalistas

Depois de cerca de oito meses de trabalho, as agências de comunicação foram montadas com alunos de vários cursos da Faculdade de Artes, Arquitetura e Comunicação (Faac-Unesp).

Dos cinco grupos criados, apenas dois restaram finalistas e participaram do festival.

A Aurus Criação, representada pelos alunos do 4º ano de relações públicas, Lucas Murback, 23, Caio Libanio, 21, Lucas Quinelato, 23, Klaus Aires, 24 e Ranier Rocha, 24, tinha como mote de sua campanha “A linguagem e a natureza”.

Já a Agência Pastifici, representada pelos estudantes Lucas Melara, 21, e Kenzo Hamazaki, 21, do curso de design, Paula Nishi, 21, do jornalismo, Carolina Naomi, 19, e Caio Barra, 21, do curso de relações públicas, tinha como foco trabalhar a multidisciplinaridade nas ações com o mote “Nós somos a energia”.

Por meio de vídeos fictícios os alunos trabalharam as estratégias comunicação. O planejamento e as peças criadas foram apresentadas durante o festival.

O evento foi transmitido ao vivo pela Faac Webtv, por onde os alunos de Sevilha puderam acompanhar a transmissão. Além do corpo de jurados, as duas equipes também receberam votos do público por meio da internet e por celular. Durante apresentações, o público pôde conferir shows de hip hop, capoeira, chorinho, blues e orquestra.

Experiência

A vencedora foi a euqipe Aurus que, em sua apresentação, exibiu vídeo resultado de trabalho em que funcionários fictícios da Raízen contavam histórias e diziam o que para eles significava ser parte dessa energia da empresa. “Procuramos mostrar que a Raízen, apesar de ser uma empresa energética, se preocupa com o meio ambiente e, sobretudo, com as pessoas”, explica Lucas Murback.  “Foi uma experiência única e que nos trouxe um enorme amadurecimento, além de mostrar o que de fato é o mercado de trabalho”, completa o estudante.

Jurada, Ana Cortijo pontuou que quesitos como a unidade e o respeito entre os grupos competidores foram alguns dos principais itens avaliados ao longo do festival.

“Uma equipe tem que ser humana, sobretudo. Os alunos podem ser brilhantes, inteligentes e criativos, mas se não forem unidos e mostrarem essa humanidade, não adianta nada”, pontua Cortijo.

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