Ao ler na tribuna do leitor a carta sobre o mau uso de nosso dízimo (terça passada), como frequentador e conhecedor da paróquia Santo Antônio de Bauru venho manifestar minha opinião (pessoal) sobre inclusive o estacionamento já parcialmente construído.
Primeiramente as igrejas são como uma continuidade de nossas casas, que precisam de reformas manutenções ou ampliações. Quando isto acontece, normalmente recorre a promoções de eventos tais como almoços, jantares, bailes, vendas de pastéis etc e nunca conta com o dinheiro arrecadado do dízimo, pois, como acontece, tenho a certeza de que em quase todas as igrejas este montante normalmente não dá nem para custear as despesas mensais da paróquia.
Isto porque nós, católicos, pagamos pouco de dízimo, pois achamos que o completamos através desses eventos já citados. E, aliás, a receita do dízimo tende a diminuir cada vez mais, forçando-nos a procurar opções alternativas para continuar sobrevivendo. Nossa paróquia hoje, para nosso orgulho, ostenta um complexo composto de prédios tais como: igreja, cozinha, salão novo (bem grandes) com banheiros modernos, salão mais antigo, secretaria, farmácia com consultório odontológico e médico, casa paroquial, amplo estacionamento próprio (que oferece muitas vagas). Contudo, era necessário refazer o piso do estacionamento, pois estava bem gasto e oferecia riscos aos transeuntes. Reforma essa aprovada em assembleia, por ser uma reinvindicação antiga nossa, a qual preferiu o piso ecologicamente correto por ser este a melhor opção, mais barata e duradora.
Além do amplo espaço oferecido aos usuários do estacionamento, o mesmo é utilizado para festividades e eventos litúrgicos ( procissões, missas campais), o que poucas igrejas podem oferecer, ainda temos vagas para deficientes e segurança trabalhando a noite. Diga-se de passagem, as nossas dependências normalmente são ocupadas não só pelos paroquianos, mas também é cedido para diocese, capelas e entidades de nossa comunidade.
Todas essas conquistas aconteceram através do tremendo esforço de nossas pastorais, equipes de trabalhos, voluntários, colaboradores e patrocinadores na realização de muitas quermesses e eventos, e também pela visão dinâmica e empreendedora dos CAP (Conselho Administrativo Paroquial) e CPP (Conselho Pastoral Paroquial), que anteriormente ali passaram e também dos atuais que continuam as obras.
Sempre trabalhando com a maior doação, honestidade, prestação de contas, eficiência e com o apoio de nosso pároco que sempre nos incentivou. Para se tomar uma decisão sobre qual é a prioridade, são realizadas reuniões entre o CAP, o CPP (que são eleitos em assembleias, pelos coordenadores de pastorais) e o pároco, e depois é divulgado aos paroquianos.
Portanto, chega-se à conclusão de que estamos certos em oferecer o máximo de conforto e qualidade para que possamos ter sucesso em nossas realizações, das quais tiramos hoje o sustento e continuação da nossa igreja. Já somos muito elogiados principalmente na realização da quermesse, a qual está entre as três maiores festas de Bauru, concorrendo com a Exposição e aniversário da cidade. Parabéns ao nosso CAP, CPP, pároco, freis que aqui residem e colaboradores. Continuem a investir em melhoramentos para que prossigamos crescendo. Paz e Bem.
Esaú de Almeida Rocha Filho