“Eu economizo água bem antes de se falar em crise hídrica. Em casa, sempre tivemos a conscientização de que é necessário evitar o desperdício”. Essa é a posição do aposentado José Benedito Sforcin, morador da quadra 1 da rua Goiás, Vila Cardia. E criatividade é o que não falta para que essa economia seja feita.
Segundo o aposentado, não é preciso muita coisa para se fazer um mecanismo capaz de reutilizar água. “Peguei um tambor de 100 litros, cortei a tampa e fiz um buraco para encaixar a mangueira da máquina de lavar. Pronto, a limpeza consciente de todo o quintal, que é ladrilhado, e da calçada está garantida”.
Quem apoia a pequena invenção do marido e o acompanha na economia de água é dona Vera Lúcia. Na residência do casal, toda a louça é ensaboada e enxaguada de uma única vez. Os banhos são rápidos... “Tentamos passar esse ensinamento para os mais novos. E acho que está dando certo. O que fazemos em casa, é como se diz: um pinguinho no deserto. Mas se cada ser humano fizesse a sua parte, o mundo seria outro”, finaliza “seo” José Benedito.
Dá para reutilizar água
Já na casa da analista de TI Vânia Porto e do técnico de laboratório de engenharia civil Tiago Duarte, moradores da rua Luiz Carrer, no Jardim Eldorado, a engenhoca que reutilizada a água da máquina de lavar foi vista na internet e adaptada por Tiago. Segundo o casal, a pequena invenção, construída recentemente, foi pensada nos meses de racionamento em Bauru.
“Procuramos fazer algo para reaproveitar a água utilizada para lavar a roupa, já que em cada lavada se utiliza, em média, 90 litros de água, em uma máquina de 10 quilos de capacidade”, lembra Vânia.
O casal armazena a água e a utiliza, com balde ou com máquinas de pressão, para a limpeza do quintal e calçadas. Eles acreditam que é na reeducação que está a chave para educar as futuras gerações. “Acreditamos que ainda temos tempo de recuperar o que parece perdido... Se cada um fizesse sua parte, não estaríamos sofrendo com a escassez”, analisa Vânia.