A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Ipiranga começa a funcionar com médicos da Fundação Regional de Saúde no próximo sábado de Carnaval, dia 14. O regime já é adotado desde 24 de dezembro na UPA Bela Vista, com profissionais freelancers, sem vínculo empregatício com o município e recebendo R$ 1.500,00 por 12 horas de plantão.
Ao todo, 31 médicos se cadastraram no chamamento público para o UPA do Ipiranga, durante o mês de janeiro. Dois informaram que não atuarão neste momento, por conta de outros compromissos, pretendendo pegar plantões futuramente. Dos 29 restantes, 12 já atuam no Bela Vista, e acumularão trabalho nas duas unidades – como recebem por jornada trabalhada, não há impedimento, mas a Fundação terá de ajustar a escala desses profissionais.
No Jardim Bela Vista, são 35 médicos, totalizando 54 médicos na soma das duas unidades, considerando os 12 que estarão nas duas. “Optamos pelas UPAs do Bela Vista e Ipiranga por razões de demanda. No Bela Vista, tínhamos problemas para fechar a escala, inclusive em outros dias da semana, e no Ipiranga era a UPA onde faltava médicos de forma mais recorrente aos finais de semana. E quando uma unidade passa para a Fundação, não há mescla com os profissionais da rede, a Fundação assume toda a escala, para não haver choques”, explica Fernando Monti, secretário municipal de Saúde e presidente do Conselho Curador da Fundação Regional. “Consideramos que para um início de operação da Fundação, o sucesso é grande, a procura dos profissionais foi muito boa. Agora temos esta semana para adequar as escalas no Ipiranga, até o sábado, para definir os horários de cada um”, reitera.
Modelo
Monti lembra que, atualmente são 109 médicos contratados diretamente na rede municipal, e seguirá operando boa parte do setor de urgência e emergência: Pronto-Socorro Central (PSC), Pronto Atendimento Infantil (PAI), Samu e as UPAs Geisel/Redentor e Ipiranga. Com o reforço da Fundação no Bela Vista, desde dezembro, e no Ipiranga, a partir do Carnaval, a Secretaria de Saúde, acredita que vai sanar em definitivo a falta de médicos na urgência e emergência.
“Os profissionais da rede municipal que atuam no Ipiranga irão preencher as escalas das demais unidades que seguem com médicos do município, a exemplo do que ocorreu quando a Fundação pegou o Bela Vista. Com duas unidades com a Fundação, a prefeitura consegue dar conta do restante, fechando as escalas. Esperamos ficar um bom tempo sem problemas de falta de médicos como tivemos em 2014”, prevê Monti.
O secretário diz que o modelo da Fundação não tem um impacto grande no Orçamento. “Quando tínhamos falta de médicos, deixávamos de pagar um plantão, mas que estava previsto ser pago. Ou seja, agora estaremos usando este dinheiro, algo que representava entre 1/14 e 1/20 do total de pagamentos. Não é um impacto grande. O impacto maior era ficar sem médico e isso custava uma imagem muito negativa para o sistema, passando uma sensação de que aquilo não funcionava direito, até porque realmente o ideal é que toda a urgência e emergência funcione 24 horas”, completa. Agora, nas UPAs com médicos da Fundação, o pagamento continua sendo feito pela prefeitura, mas via Fundação, e sem o vínculo direto com o município.