Tribuna do Leitor

Palavras ao vento


| Tempo de leitura: 2 min

É lamentável o posicionamento que um professor faz na "Tribuna do Leitor" do Jornal da Cidade de Bauru do último domingo, 8 de fevereiro. Supostamente alertando sobre iniciativas da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, Ivo Crepaldi Neto mostra-se desinformado. E, assim, desinforma o leitor. Ele quer somente criticar, jogar palavras ao vento, chamar de "pilantragem" o que alega acontecer em escolas estaduais no sistema de atribuição de aulas, com dados inexatos, por vezes fantasiosos.

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, como acontece em todos os anos, estudou no fim de 2014 e no começo de 2015 a composição da rede de estudantes. É função do gestor público prezar pela qualidade na oferta de seus serviços e, claro, prezar para que os recursos sejam utilizados da melhor maneira possível, correta.

Salas foram fechadas em todo o Estado? Sim. E também foram abertas. A secretaria identificou 233 salas de aulas no Estado com menos de 10 alunos. No Ensino Médio, isso significa que cada classe tinha 11 professores (um para cada disciplina). Ou seja, havia classes com mais professores do que alunos. Esses estudantes foram realocados em outras salas, sempre com a indicação da Secretaria de que seja respeitado o módulo de alunos por classe, ou seja, uma média de estudantes que cada classe pode receber.

Sobre os professores da "categoria o", educadores estes temporários, bem sabe o professor que a legislação determina uma parada de 200 dias para qualquer profissional que trabalhe para o Estado, não apenas na área de Educação. Mas que a Secretaria da Educação conseguiu reduzir este período para 40 dias no caso dos professores, como intervalo entre o primeiro e o segundo anos de trabalho.

Em 2014 o governo do Estado realizou o concurso com maior número de vagas da história paulista: 59 mil. Destes, 38 mil já foram chamados para trabalho. É um contingente de professores efetivos que hoje já se dedica às escolas e aos estudantes, garantindo um processo contínuo de aprendizagem. É o que qualquer educador indica: mais professores efetivos em uma rede de ensino, garantindo estabilidade de presença nas escolas.

Em relação ao cadastro emergencial, é importante esclarecer que só deve ser aberto mediante necessidade de docentes para ministrar aulas eventuais. No momento não é o caso desta Diretoria Regional de Ensino de Bauru, que já possui mais de 400 professores disponíveis em seu banco.

A diretoria também disponibiliza em seu blog (www.atribuicaodebauru.blogspot.com) todas as informações sobre atribuições e saldo de aulas, que são atualizadas diariamente.

De qualquer forma, a administração regional permanece à disposição para prestar informações a todos os docentes.

Gina Sanchez - dirigente
regional de ensino de Bauru

Comentários

Comentários