Regional

Um "alquimista" da perfumaria


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Glauco Vinícius Cardoso Martins é um administrador de empresas de Pederneiras que encontrou no artesanato uma forma de se livrar do estresse. Fez um curso em Bauru para confeccionar velas artesanais. “Estou me preparando para montar um ateliê na minha casa”.


Ele confessa que foi fazer o curso de velas para aprender algo. “Fui aprender para mim. Quando comecei a fazer, os amigos, então, queriam comprar. Passei a fazer para a venda. Das velas fui buscar outras coisas porque achei gostoso fazer algo além. Fiz curso de sabonetes, aromatizantes e perfumaria artesanal.”


O artesão criou um site e então as vendas aumentaram. “Na linha de perfumes, faço os personalizados, com essências importadas. Coloco mais essência, mais fixador, acrescento um produto que pode melhorar o contato do perfume com aquele tipo de pele do cliente. Faço misturas.”


Os cursos e os contatos com os fornecedores fizeram com o artesão aperfeiçoasse seus conhecimentos. “A professora fornece alguns materiais. Como interessado vou buscar informações na Internet. No preparo das coisas é que coloco minha técnica, meus conhecimentos.”


Em Pederneiras, ele participa da Casa do Artesão. “Exponho meus perfumes, velas, aromatizantes e sabonetes. Crio novos formatos com os moldes de silicone. Fiz anjos para um batizado e sabonetes como lembrança de casamentos. Peças podem ser personalizadas.”  


No Facebook é Glauco Artesanato (https://www.elo7.com.br/glaucoartesanato).


Aposentada faz a ‘cabeça’ de jovens e crianças

Éder Azevedo

Neusa Batista criou modelos diferenciados de crochê

Neusa de Fátima Batista Francisco tem 59 anos e é aposentada. Durante muitos anos trabalhou como manicure e pelo que se comenta em Piratininga (13 quilômetros de Bauru), era uma ótima profissional. Sua vida de artesã começou quando ela, já aposentada, resolveu criar presentes para os amigos e parentes.


Ela fazia crochê e resolveu confeccionar bolsas artesanais. “Comecei com bolsas de crochê. As bolsas davam muito trabalho e então resolvi pesquisar outro produto. Eu percebi que as mulheres gostavam de enfeitar o cabelo, usando presilhas, tiaras etc.”


A partir de então, ela passou a observar a ‘cabeça’ das mulheres e crianças. “Sou autodidata. Fui criando meus modelos. Fui imaginando aquilo que poderia vender. Vejo um modelo na rua e a partir dele, crio outro. A mania de crochê foi transformada em flores de crochê. Faço flores sozinhas para colocar na roupa, nas tiaras.”


Na busca pelo aperfeiçoamento do trabalho, a artesã aprendeu a usar o couro e outros materiais. “Fiz chapéus para as tiaras. Busco retalhos de couro em Jaú e pelica em São Paulo. Faço tudo a mão. Faço os moldes e corto. Faço laços de fita e rendas. Atualmente pesquisei modelos de sapatos de bebê em crochê com pedras. Faço a faixa de cabelo para combinar com o sapatinho,” conta Neusa.


 

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