Internacional

Recuperação global continua lenta

Reuters
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A recuperação econômica global continua “muito lenta, muito frágil e muito desigual”, afirmou a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional na segunda-feira (16), destacando as divergências na política monetária como um risco que poderá causar volatilidade no mercado financeiro.


Christine Lagarde reiterou a previsão do FMI de que, mais de seis anos após a crise financeira global, a economia mundial deve crescer apenas 3,5% este ano e 3,7% em 2016.


“Isto ainda está abaixo do que se poderia esperar depois de uma crise como essa”, disse Lagarde em um discurso para mulheres estudantes na capital da Índia, Nova Délhi.


“Olhando para o futuro, algo melhor ainda pode vir na esteira de baixos preços do petróleo e taxas de juros. Ainda assim, há riscos significativos para esta frágil recuperação global.”


Grécia


A Grécia não vai aceitar qualquer retorno à austeridade, afirmou o primeiro-ministro Alexis Tsipras na segunda (16), acrescentando que está convencido de que acertará um acordo com parceiros internacionais para manter as finanças do país à tona.


“A chave para um compromisso honrado (com os credores da União Europeia e Fundo Monetário Internacional) é o reconhecimento de que a política anterior de extrema austeridade falhou não só na Grécia, mas em toda a Europa”, disse Tsipras ao jornal Ethnos em uma entrevista.


O governo de esquerda da Grécia venceu as eleições em janeiro com a promessa de reverter o rigor orçamentário e renegociar os termos de um resgate de 240 bilhões de euros. Mas o governo tem enfrentado resistência por parte de parceiros da zona do euro.


Apesar de Atenas ter recebido uma extensão de quatro meses para o acordo de resgate, o acordo de 20 de fevereiro não deu à Grécia acesso à ajuda prometida pela zona do euro e pelo FMI, o que levou a uma crise de liquidez.


Para obter a ajuda restante, Atenas deve acertar um pacote revisado de reformas. Com o dinheiro acabando, o governo tem procurado emitir mais dívida de curto prazo, mas o Banco Central Europeu até agora tem se recusado a dar luz verde.


Tsipras disse que as políticas de resgate dos últimos cinco anos levaram a uma recessão sem precedentes, desemprego recorde e uma crise humanitária. Atenas pode encontrar um terreno comum com os seus parceiros com base nas reformas propostas, mas as negociações permanecem duras.


Questionado se o governo tinha um plano alternativo, Tsipras disse esperar que o problema seja resolvido na cúpula da UE desta semana, marcada para quinta e sexta-feira.       

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