Divulgação |
|
|
Cachorro morreu após levar três facadas n Jardim Terra Branca |
Uma comerciante de 39 anos foi acusada de matar um cão vira-lata após ele cruzar com sua cachorra, uma shar pei, no Jardim Terra Branca, no final da noite dessa sexta-feira (27), em Bauru. Na noite desta sábado (28), manifestantes fizeram um protesto em frente à casa da acusada e pediram justiça (leia mais abaixo). O nome dela seria Erika Renata.
Segundo testemunhas, a cachorra estaria no cio, na rua, e a dona teria tentado puxar o rabo do vira-lata para separar os dois e foi surpreendida por uma mordida dele.
Neste momento, ela teria ido até a casa dela e voltado com uma faca e golpeado o cão três vezes. O cachorro morreu no local.
Os moradores, que ouviram de outras pessoas que teriam visto a ocorrência, confirmaram que tudo teria acontecido na frente de várias testemunhas.
Inclusive, um homem teria tentado evitar, mas foi em vão. Um veterinário que mora naquela região prestou auxílio e constatou o óbito. O cachorro era conhecido no bairro por ficar sempre numa praça e foi enterrado após análise da Polícia Científica.
Segundo o delegado, a acusada foi levada para prestar depoimento na Central de Polícia Judiciária (CPJ). Ela contou que já estava com a faca na mão, devido a um churrasco em sua residência, quando foi separar os dois cachorros. Ela alegou que só esfaqueou o vira-lata para se defender porque ele a mordeu.
Já as testemunhas contaram uma versão diferente, segundo o delegado, como citado no começo desta matéria.
O boletim de ocorrência (BO) foi registrado como dano e desacato, porque um policial militar (PM) vizinho ouviu os gritos de populares e foi até a rua para ajudar, quando observou o cachorro morto com a acusada ainda no local.
Ela teria debochado da situação quando o policial pegou uma enxada para enterrar o cachorro e o chamou de "boiola", gesticulando de forma obscena com as mãos.
Testemunhas ainda disseram que os familiares da dona da shar pei teriam recolhido a faca que a mulher jogou num terreno ao lado de casa dela. E, também, que os parentes teriam sido agressivos com algumas pessoas que questionaram o esfaqueamento do cão. Uma delas teria sido empurrada e sofrido escoriações, tendo ido procurar atendimento médico.
O filho da acusada, um adolescente de 15 anos, ainda responderá por ato infracional por lesão corporal. Ele foi acusado de dar uma "voadora" em uma mulher que se indignou com a situação. O caso será analisado pelo Cartório Criminal da CPJ. A mulher responderá o processo em liberdade.
A Polícia Militar (PM) foi acionada e precisou controlar os ânimos de vizinhos e testemunhas do ocorrido, que queriam agredir a acusada de matar o cachorro.
Manifestação
Centenas de pessoas se reuniram neste sábado (28) em frente à casa da mulher acusada de matar o cachorro.. Em tom de luto pelo cão Sem Raça Definida (SRD), que era cuidado com carinho pelos moradores do bairro, velas foram acesas no portão. Cartazes pedindo justiça também foram afixados.
|
Quioshi Goto |
|
Manifestantes pedem justiça no caso do cão morto a facadas |
Muitas entidades se uniram, entre elas as ONGs Naturae Vitae, Bem Estar Nimal, Frente Antivivisseccionista do Interior (FAI), membros do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (Comupda). Moradores, chocados com o fato, também apoiaram.
“Eu vi grande parte das cenas. Ela justificou que foi por legítima defesa, porque quando ela puxou o cão pelo rabo, por instinto, ele rosnou para ela. Mas ela teve tempo de entrar em casa, ir atrás do cão e dar três facadas. Não podemos deixar isso impune. E os filhotes da cachorra dela? O que ela vai fazer?”, questionou Piero Henrique Roberto, que é morador da mesma quadra da comerciante e foi um dos organizadores da manifestação.
.jpg)