Corre no Congresso projeto de reforma política. Entretanto, nada fala-se da revogação desse cancro político batizado de "reeleição".
Essa mancha no regime democrático deve-se a FHC, que "manipulou" o Congresso da época para que lhe presenteasse com mais quatro anos de mandato. Todavia, o tiro saiu pela culatra, eis que serviu para dar mais quatro anos de mandato a Lula, e mais quatro para Dilma.
Eduardo Campos e sua vice Marina Silva carregavam como bandeira a revogação da "reeleição", com a promessa de Aécio Neves de também encampá-la, se eleito fosse. Todavia, o assunto "amarelou"; há interesses escusos?
O grande patriota Joaquim Barbosa (Supremo) cunhou a reeleição como "o fermento da corrupção". Aqui em São Paulo, Geraldo Alckmin já alcança seu quinto mandato, fruto dessa nódoa chamada reeleição maculando o regime democrático de nosso sistema eleitoral.
É justo falar que Alckmin fez jus a esse sucesso político, em parte facilitado por adversários fracos politicamente: Maluf, Genoino, Mercadante (duas vezes) e, por último, Paulo Skaf e Alexandre Padilha.
Esse sucesso mandatário, todavia, contrasta com o postulado básico de uma boa democracia: "A alternância do poder". Alckmin virou monarca aqui em São Paulo (Estado).
Waldo Cyro Geraldi