Éder Azevedo |
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O maracatu é um ritmo afro-brasileiro e tem duas vertentes. Aproximadamente 30 pessoas se apresentaram; Grupo Abayomi ganhou o reforço de parceiros |
O grupo de maracatu Abayomi fez uma apresentação diferente neste sábado (4) à tarde. Acostumados a ensaiar no Parque Vitória Régia, desta vez a atividade foi no Centro, começando pela Praça Rui Barbosa, descendo pelo Calçadão até a Praça Machado de Mello.
O maracatu é um ritmo que tem raiz afro-brasileira, e tem sua concentração no Estado de Pernambuco. Há duas vertentes: a de baque solto, predominante na zona da mata, de característica rural, e a vertente de baque virado, que predomina nos centros urbanos, sobretudo na Região Metropolitana de Recife.
O grupo bauruense surgiu há cerca de um ano, sob a coordenação de Alberto Pereira, que é também da Casa da Capoeira de Bauru. Ele, que é pernambucano de Afogados da Ingazeira e está há 20 anos na Cidade Sem Limites, explica como originaram-se as atividades.
“No começo eu queria matar a saudade desse batuque, característico do meu Estado natal. Aos poucos foram chegando mais percursionistas, e a gente sempre ensaia no Parque Vitória Régia, mas desta vez decidimos fazer uma apresentação no Calçadão justamente para que mais gente pudesse conhecer, saber que existe o maracatu em Bauru. E depois, para que quem quiser possa aderir ao grupo, claro”, destaca.
Os ensaios são abertos a novos interessados, sempre a partir das 14h30 de sábado, no Vitória Régia. O grupo possui uma página no Facebook (Grupo de Maracatu Abayomi), e a Casa da Capoeira é outro local para contatos, na rua Sebastião Pregnolato, 4-86, Jardim Contorno (próximo ao Camélias). “Lá ficam os instrumentos de percussão e os demais adereços, guardamos na Casa da Capoeira”, cita Alberto.
Expansão
O grupo conta atualmente com cerca de 15 integrantes, e ontem ganhou o reforço de mais parceiros para a ‘batucada’ no Calçadão da Rua Batista de Carvalho. Alberto Pereira salienta que todos se preparam para realizar as apresentações. “O maracatu tem esta raiz africana, com muitas diferenças da capoeira, mas com algumas similaridades justamente por esta origem. E todo sábado ensaiamos, é um ritmo bastante específico”, ressalta.
Nesse sábado (4), o grupo considerou positiva a apresentação pelo Centro. Logo no começo, muitas pessoas pararam para ver, algumas delas inclusive fotografando e filmando a atividade. “A ideia é esta mesma, fazer com que o público conheça e saiba que existe um grupo de maracatu na cidade”, conclui Alberto.
