Tribuna do Leitor

Ao Sr. Demerval Assis


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Às vezes até acho que o senhor tem razão, mas em outras não, senão vejamos. As ferrovias trouxeram para Bauru um crescimento inesperado. Nas décadas de 50 e 60 a população de Bauru vivia em função das ferrovias e todos gostavam e tinham prazer em trabalhar nelas. A cidade deveria ter se adaptado à ferrovia e não lutar para desativá-la. Poderia ter mudado o pátio de manobra para fora da cidade ou adaptado passagens sob os trilhos, ou tentado levantar mais os trilhos sobre as Nações Unidas em época remota, pois era mais fácil do que hoje, evitando transtornos agora, mas ninguém pensou nisto e agora reclamam da ferrovia?


Quanto se gastou com um viaduto que não levará a lugar algum, isto? O senhor sabia que a oficina da ex-Noroeste tinha mais de 1.000 pessoas trabalhando e era considerada a melhor da América Latina em consertos de locomotiva? Tivemos o maior entroncamento rodo-ferroviário da América Latina com a Cia Paulista, Noroeste do Brasil e Sorocabana. Que a estação da Noroeste já teve o maior movimento de pessoas embarcando em um dia só na década de 60? Que a Noroeste já teve uma das melhores escolas técnicas como o Senai? E, finalmente, hoje pagamos tão caro os nossos bens de consumos porque priorizaram os caminhões e carros e esquecem os trens. Deveríamos seguir o exemplo do Japão e da Europa na utilização dos trens.

Elcio José Machado

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