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Quem é responsável pelo destino dos jovens?

Joaquim Eliseo Mendes
| Tempo de leitura: 3 min

Quero cumprimentar o JC, em especial o repórter Nelson Gonçalves, pela oportuna, completa e belíssima reportagem publicada recentemente sobre grupos de universitários bauruenses que, certamente, não serão sempre jovens, pois que em futuro não muito distante exercerão cumulativamente dois papéis fundamentais: administradores da própria vida e integrantes de uma sociedade que se almeja seja melhor... Motivado pelo Dia Mundial da Juventude, que seria comemorado em uma segunda-feira como as demais do calendário, o referido repórter brindou os leitores com aquela edição do JC com interessantíssimas abordagens que fez junto a grupos de jovens de Bauru. Graças à convivência e entrevistas, concluiu pelo bom senso que tem regido as vidas dos mesmos que já estabeleceram suas metas de vida, isto é, já sabem e definiram o que pretendem e almejam na vida.


Informou sobre o trabalho dignificante que esses grupos, eufórica e efetivamente, desenvolvem junto a necessitados, crianças, adultos e idosos. Disse sobre a afinidade que espontaneamente surge e é desenvolvida entre os integrantes dos grupos dos jovens e das alegrias que sentem com os trabalhos sociais desenvolvidos. Inegavelmente, se hoje estão trabalhando em grupos, estão sendo cultivados para um trabalho futuro pessoal que sem dúvida trará paz e crescimento do espírito. Se, de um lado, felizmente a referida reportagem trouxe auspiciosas informações sobre o presente e o futuro dessa plêiade de jovens, por outro lado vemos que uma outra realidade apresenta tristes fatos que estamos constatando sendo que pouco poderemos fazer pela mesma, causada pelos maléficos inimigos comuns, bebidas e drogas.

Retornando de minhas caminhadas diárias, que tristeza sinto ao ver que ainda às sete da manhã grupos de rapazes e moças vararam a noite bebendo e naturalmente também se drogando e emporcalhando a Praça dos Professores, fato que naturalmente deve acontecer em muitas. Outros esparramados pela calçada completamente bêbados e drogados. Será que seus pais estão sabendo?


Certamente que não, pois devem ter sido devidamente educados e preparados para quando saíssem de seus lares para cursarem as universidades. E houve aquele momento em que, saindo de casa, se desligaram dos pais às vezes muito distantes e com raros contatos. E o que dizer dos alunos veteranos do curso de medicina de uma universidade oficial e pública que estão recepcionando os calouros com roupas e lanternas dos famigerados Ku, Klux, Klan - fanáticos americanos que cultuavam a violência e o ódio racista? Será esta a criatividade que move os mesmos? E ainda de outros veteranos de curso similar de faculdade oficial que publicaram livro vendido ao preço de cinco reais com cantos cultuando o estupro? Pergunto como será o futuro destes atuais gozadores e artistas criativos como profissionais, futuros pais e chefes de família, enfim, como cidadãos?

Após estas manifestações e divagações, eu acredito que também os leitores poderão responder à colocação que intitula esta matéria. Serão responsáveis os pais, os professores universitários, parentes ou os amigos pelo futuro e destino dos mesmos? Não, eles próprios são os responsáveis. Pois cada um não apenas deve responder pelo que faz como ter bom senso neste presente para enxergar o futuro de sua vida e o seu destino.

O autor é professor e membro da ABL Bauru

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