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Papa Francisco chama assassinato de armênios de genocídio

Estadão Conteúdo
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O Papa Francisco lembrou os 100 anos do assassinato de armênios afirmando que se tratou do "primeiro genocídio do século 20". O pronunciamento tende a ser visto como politicamente explosivo, uma vez que deve incomodar a Turquia. 

 

O Pontífice, que tem laços próximos com a comunidade armênia desde seus dias na Argentina, defendeu seu pronunciamento dizendo que é seu dever honrar a memória de homens, mulheres, crianças, padres e bispos inocentes que foram assassinados "sem sentido". 

 

"Ocultar ou negar o mal é como permitir que uma ferida continue sangrando sem fazer um curativo", disse ele no início da missa de domingo (12), seguindo o ritual católico armênio na Basílica de São Pedro ao honrar o centenário. 

 

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O Papa Francisco lembrou os 100 anos do assassinato de armênios afirmando que se tratou do "primeiro genocídio do século 20"

Historiadores estimam que em torno de 1,5 milhão de armênios tenham sido mortos por turcos otomanos durante o período da Primeira Guerra Mundial, um evento amplamente visto por estudiosos como o primeiro genocídio do século 20. 

 

Apesar disso, a Turquia nega que as mortes tenham constituído um genocídio e afirma que o total de mortos foi inflado. O argumento é de que os assassinados eram vítimas da guerra civil e da instabilidade.

 

A Embaixada da Turquia na Santa Sé cancelou uma coletiva de imprensa agendada para este domingo. 

 

Vários países europeus reconhecem que o massacre foi um genocídio, embora a Itália e os Estados Unidos evitem usar esse termo oficialmente, dada a importância que dão à Turquia como um aliado. 

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