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Índices criminais seguem em queda

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Episódios envolvendo assaltos que terminaram em tiros e pessoas feridas assustaram os bauruenses nos últimos dias. Apesar de graves, os casos, contudo, não denotariam a real dimensão da criminalidade na cidade. É o que apontam dados oficiais do Estado divulgados, ontem, pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), que indicam queda de quase todos os tipos de delitos neste primeiro trimestre de 2015 em relação ao mesmo período do ano passado. 

 

O destaque vai para os homicídios, estupros, furtos de veículos, tráfico de drogas, lesão corporal dolosa e roubos, que caíram 66%, 31%, 16%, 11%, 9,8% e 8,5%, respectivamente (veja mais no quadro ao lado). Vale lembrar que a observação estatística tem sido acompanhada mês a mês pelo JC desde o final do ano passado, quando os índices começavam a cair.

 

Obstante da comparação numérica trimestral que enseja certa tranquilidade, no entanto, o mês de março foi considerado atípico devido ao aumento nos casos de roubos e furtos de veículos, por exemplo.

 

Em março 

 

Como a média de ocorrências envolvendo vários tipos de delitos subiram em março, tanto a Polícia Civil quanto a Militar realizaram ações pontuais para tentar coibir o avanço do índice no mês de abril. “Foi um mês bem atípico, mas conseguimos uma resposta imediata e os números estão caindo novamente. Em parceria com a PM, conseguimos prender ao menos duas grandes quadrilhas que atuavam roubando Bauru e região e outras duas pessoas que agiam em ‘saidinhas’ de banco”, comenta Ricardo Martines, delegado seccional de Bauru.

 

Na comparação com fevereiro, o mês de março registrou aumento de 52% nos roubos, que, de 86, saltaram para 131; de 63% nos casos de furto (52 para 85); de 54% de casos evolvendo tráfico de drogas (33 para 51); de 19% nas lesões corporais dolosas (155 para 185); e das tentativas de homicídios, que, de um, chegaram a cinco registros.

 

O seccional ressalta que, a cinco dias para acabar o mês, os números de abril já se mostram animadores. “Com certeza teremos uma nova redução, abril, inclusive, poderá ficar bem abaixo da média, mas ainda temos que esperar o mês terminar”, antecipa o delegado.

 

Sobre a sensação de insegurança causada pelas ocorrências graves dos últimos dias, Martines pontua que os casos foram pontuais. “São ocorrências em que houve a reação da vitima ou que necessitaram de intervenção”, comenta. “Qualquer roubo implica em violência, aliás. Mas o que temos que observar é que há sim uma tendência queda”, acrescenta o delegado.

 

Mapeamento diário

 

Comandante do 4.º Batalhão de Policia Militar do Interior (BPMI-4), o tenente-coronel Flávio Jun Kitazume enaltece as prisões em flagrante para a redução dos índices trimestrais entre 2015 e 2014. “Dar essa resposta imediata mostra que os crimes estãos sendo punidos e tira a criminalidade das ruas”, pontua.

 

Ele, contudo vai além: destaca que a PM também tem dado prioridade para ações estratégicas e de mapeamento diário dos crimes, que ajudam a direcionar o contingente de patrulheiros para as áreas que mais necessitam. “Apesar do coordenador operacional olhar Bauru como um todo, os tenentes comandantes das companhias fazem a análise criminal de cada uma das áreas para que o policiamento possa ser direcionado. Isso tem sido muito importante no nosso trabalho”, explica Kitazume.

 

Tanto ele quando o delegado Martines são consonantes em apontar que o trabalho desenvolvido em conjunto entre as polícias Militar e Civil também tem sido fundamental para “brecar” a criminalidade em Bauru em 2015.

 

Apesar de a cidade apresentar comparativos positivos entre os anos, o mesmo não ocorre no Estado, onde os roubos subiram.

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