Semana passada fez 25 anos que o telescópio Hubble decolou com o ônibus espacial Discovery, em 24 de maio de 1990, quando foi colocado em órbita. Foi a realização de um projeto conjunto entre a NASA, Agência Espacial Norte Americana, e a ESA, Agência Espacial Europeia. Orbita a Terra a 570 km de altitude e tem 11 toneladas distribuídas por 13,2 m de comprimento e 4,2 m de diâmetro. Suas fotos, absolutamente sensacionais tiradas pelo Hubble, devem ter visto por muitos, ao longo desses anos. São fotos incríveis, que, mesmo para os leigos, traz uma ideia do cosmos dinâmico, com berçário de estrelas, colisões entre cometas e planetas, explosões de supernovas... Imagino que, desde sua origem na Terra, o homem sempre teve muitas indagações ao olhar para o céu. Essa inquietude inabalável faz com que a ciência progrida.
Como professora de Física, há mais de uma década participo da aplicação de uma prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia. É interessante ver como os alunos têm mostrado cada vez maior interesse no assunto e assim, maior adesão a essa competição. Possivelmente, as imagens captadas pelo Hubble e divulgadas pela mídia tenham alguma relação com o crescente interesse pelo Cosmos.
Na minha ingenuidade romântica com relação à ciência, ainda acredito que quanto mais crianças olharem o céu, num contemplar inquieto, maiores nossas chances de um mundo melhor. Como disse Neil Armstrong, em 1969: "De repente eu notei que aquela bela e pequena ervilha azul era a Terra. Eu levantei meu dedão e fechei um olho, e meu dedão cobriu totalmente a Terra. Eu não me senti um gigante. Me senti muito, muito pequeno."
A autora é professora de Física do CTI-Unesp Bauru
e da USC