Fotos: Bruno Freitas |
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Homem foi morto ao lado de igreja; um chapéu foi deixado no local |
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), faz buscas por possíveis suspeitos que tenham cometido um homicídio contra um morador do Núcleo Geisel, em Bauru, de 35 anos, por volta das 2h da madrugada desta quinta-feira (30).
A vítima foi encontrada já sem vida caída em uma calçada na quadra 1 da rua Cyrênio Ferraz Aguiar e apresentava quatro marcas de perfurações de tiros, alguns golpes de faca. O assassinato foi cometido ao lado de uma igreja evangélica. Esse foi o 6º homicídio registrado em 2015 (leia mais baixo).
A Polícia Científica, por meio de perícia, concluiu que a vítima foi atingida por um disparo de revólver nas costas e ainda levou mais um tiro na perna esquerda, que transfixou corpo. Além disso, foram encontradas várias marcas de perfurações à faca na região do peito. Havia também alguns hematomas possivelmente provenientes de chutes.
Segundo o delegado titular da DIG, Kleber Granja, a vítima já foi identificada como Francisco das Chagas de Oliveira Filho, morador de uma residência localizada a poucas quadras do local onde foi encontrada pela Polícia Militar (PM).
“Já traçamos uma investigação com base em depoimentos da família no sentido de que ele (Francisco) possuía problemas com o uso de drogas e que constantemente tentava cessar este consumo, no entanto, após um breve tempo limpo e sem ceder ao vício, isso de acordo com família, ele teve uma recaída e voltou a consumir drogas há cerca de 10 ou 15 dias”, disse Granja.
Para o delegado, Francisco possuía uma boa reputação no bairro e era muito querido por amigos e familiares, além de não ter se envolvido em crimes, fato que foi confirmado com a ficha limpa da vítima, que não possui nenhum antecedente criminal.
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João Rosan |
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Kleber Granja, da DIG, busca possíveis autores ligados ao tráfico no Geisel |
“Entendemos que a vítima estava sofrendo algum tipo de ameaça ou temia pela sua vida, tendo em vista que seja possível que a faca encontrada em seu bolso poderia ser de sua propriedade para proteção. Além das marcas da violência na qual ele foi morto, é possível que ele teria sido agredido antes também”, conclui Granja.
De acordo com pessoas próximas da família, Francisco tinha emprego fixo com registro em carteira e atuava na produção de uma indústria no seguimento de alimentos para animais.
“É tiro, mãe!”
Conforme o JCNET apurou no local, nenhuma testemunha presenciou o ocorrido. No entanto, vários moradores acordaram assustados com o barulho dos disparos.
Para uma dona de casa que não quis se identificar e que reside a poucos metros do local do homicídio, ela e o filho de 25 anos acordaram ao ouvir ao menos seis disparos, por volta das 2h08.
“Eu pulei da cama e um dos meus filhos veio correndo me alertar no quarto: ‘é tiro, mãe!’ E era. Ouvimos pelo menos seis. Só depois que fomos saber que uma pessoa havia morrido. Estamos assustados. Há dois dias um carro foi furtado durante a noite aqui perto de casa, agora essa tragédia”, contou uma das vizinhas da rua Cyrênio Ferraz Aguiar.
Já um segurança de 39 anos, que também mora nas proximidades e que voltou do serviço às 6h30, viu o corpo que ainda estava no local passando pela perícia técnica. “Não deu para ver o rosto por isso não consegui saber quem era, mas a vítima estava com machas de sangue no corpo e usava blusa de frio, tênis, pele morena e possuía tranças no cabelo. Não estamos acostumados com esse tipo de coisa por aqui e esperamos que a pessoa que matou esse rapaz seja presa”, comentou o trabalhador.
Estatísticas apontam queda de crimes
Dados oficiais da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-SP) sobre a criminalidade em Bauru apontam que houve queda no número de quase todos os tipos de delitos no município. O destaque vai para o crime de homicídio, que, na avaliação do primeiro quadrimestre de 2015, apresentou queda em comparação ao mesmo período referente ao ano passado.
Segundo os dados secretaria, 12 pessoas foram assassinadas entre janeiro e fevereiro de 2014, enquanto que, de janeiro até o dia 30 de abril de 2015, seis mortes do tipo foram registradas em Bauru, incluindo a de Francisco.
