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A ajudante geral Maria das Graças trabalha de dia e reserva a noite para as filhas Leticia e Julia: “Não me vejo sem a minha família” |
Ajudante geral de uma fábrica de Bauru, Maria das Graças dos Santos, 35 anos, sempre teve o sonho de ser mãe. Contudo, assim como milhares de mulheres, precisa “pegar no batente”. Determinada, ela decidiu não abdicar da tão esperada maternidade e nem da profissão. Há 12 anos, nascia Leticia Nathaly dos Santos e, há três, a pequena Julia Beatriz dos Santos. Neste Dia do Trabalho, Maria das Graças representa uma multidão de mães que concilia, com amor e dedicação, a criação dos filhos com o trabalho. E para matar o tempo na linha de produção, ela revela o segredo infálivel: pensa nas filhas.
A ajudante geral nasceu em Cubatão, na Baixada Santista, mas se mudou para Bauru aos 11 anos junto aos pais e três irmãos. Na adolescência, se apaixonou pelo vizinho. Ela passou a morar com ele e teve duas filhas. “Foi amor à primeira vista”, narra. Depois de três anos juntos, Leticia veio ao mundo. “Quando a minha primeira filha nasceu, senti algo mágico. Ela veio na hora certa”, acrescenta.
Uma década após o nascimento de Leticia, Maria das Graças decidiu ter outro bebê. “Eu fui criada no meio de muitos irmãos e não queria ter uma única filha. Esperei até ter condições de sustentar duas crianças”, revela. Inclusive, acrediata que a segunda filha veio com um “propósito”. “Quando a Julia completou cinco meses, eu perdi meu pai. O nascimento dela me fez mais forte para lidar com a perda”, desabafa.
Quando a caçula tinha um ano e sete meses, Maria das Graças começou a trabalhar na fábrica. Lá, ela cumpre uma jornada de oito horas diárias e ajuda na produção de elos fusíveis, um dos componentes do sistema de distribuição de energia elétrica. Portanto, a mãe só tem tempo para ficar com as meninas à noite e, às vezes, aos finais de semana, já que ela trabalha em alguns sábados.
Para a ajudante geral, o segredo é o amor, que substitui o cansaço pelo desejo de superar cada momento junto às filhas como se fosse o último. “Eu vou buscar minha filha caçula na creche todos os dias. Como eu não sei dirigir, nós caminhamos e conversamos bastante. E quando chegamos, a noite é totalmente dedicada à família. Mãe só descansa quando está com os filhos”, afirma.
Lições
Além de ensinar, as mães aprendem muito com os filhos. Este é o caso de Maria das Graças, que chega até a se emocionar ao relembrar a lição que tirou da morte do pai. Quando a filha mais velha perguntou do avô, a ajudante geral estava tão abalada que disse logo “de cara” que ele havia morrido. “Não é o jeito certo de se tratar uma criança. Me arrependo muito, mas serviu para eu aprender a tomar mais cuidado com o que digo para qualquer pessoa”, diz.
A ajudante geral fica ainda mais emocionada quando cogita a possibilidade de ficar longe das filhas. Ela possui três tatuagens de borboletas nos braços e explica que os desenhos representam a liberdade. “Nós criamos os filhos para o mundo e as minhas meninas estão livres para voar. Porém, eu e meu marido vamos aproveitar o máximo que pudermos ao lado delas”, finaliza.
#minhamãenojornal
O JC preparou uma campanha para interagir com filhos, filhas e mamães nesta temporada. No JCNET (www.jcnet.com.br), há um espaço para a marca #minhamãenojornal, aplicativo que dará ao público a oportunidade de homenagear gratuitamente as mães. Por meio dele, fotos e mensagens serão publicadas em um jornal digital, que circulará nas redes sociais do JC no Facebook, Twitter, Instagram e JCNET. Além disso, as melhores imagens e frases concorrerão a prêmios, como bicicletas femininas customizadas, cestas de café da manhã, ramalhetes de flores, books fotográficos e jantares.
