Quioshi Goto |
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O ato foi em frente ao prédio da Câmara Municipal |
A greve dos professores da rede pública estadual de São Paulo teve nova manifestação no começo da noite dessa quinta-feira (7). A Apeoesp (sindicato da categoria) está impedida de bloquear rodovias, ruas e avenidas, por decisão judicial após liminar obtida pela Procuradoria Geral do Estado. Há o entendimento de que o impedimento é extensivo a vias de grande fluxo.
O ato dessa quinta foi coordenado por estudantes e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), começando em frente à Câmara Municipal, com faixas, cartazes e palavras de ordem, incluindo símbolos de luto e mordaça. A manifestação seguiu pela avenida Rodrigues Alves até o cruzamento com a Nações Unidas, onde aconteceram intervenções artísticas para chamar a atenção da população. A Polícia Militar auxiliou para desviar o trânsito.
Entre os professores que estavam no ato, Daniel Camargo, 25 anos, leciona Língua Portuguesa em três escolas de Bauru e diz que a greve, iniciada há 50 dias, não é apenas por salários. “Muitas salas estão superlotadas, com 50 alunos, não têm sequer toner em impressoras, e o governo estadual cortou muita verba nesses últimos anos”, frisa. No aspecto salarial, o pedido é de 75% de reajuste. “É um valor que pode assustar, mas hoje um professor ganha em média R$ 1.800,00, e outros servidores estaduais com nível superior ganham R$ 4.000,00, sendo que os docentes tem formação superior”, comenta.
A diretora da regional de Bauru da Apeoesp, Suzi da Silva, destacou o envolvimento de outras categorias. “Mostra que não estamos sozinhos. E amanhã (hoje), iremos em cerca de 70 professores daqui para São Paulo, em nova manifestação”, aponta. Cerca de 100 pessoas estavam no protesto. O ato foi ainda solidário aos professores estaduais do Paraná, que também estão em greve e foram agredidos durante choque com a polícia em protesto na semana passada, em Curitiba.