superesportes.com.br |
|
|
O lateral Egídio será uma das novidades do Verdão para encarar os maranhenses nessa terça-feira |
O Palmeiras vive um dos momentos de maior incerteza desde o início da temporada. A perda do título estadual e a má atuação no suado empate com os reservas do Atlético-MG, na estreia do Brasileirão, no último sábado, fizeram o torcedor ficar com uma “pulga atrás da orelha”. Para recuperar a credibilidade, nada melhor do que vencer nesta terça-feira o Sampaio Corrêa, no Allianz Parque, pela segunda fase da Copa do Brasil. E convencer, claro.
Na primeira partida, no dia 29 de abril, Oswaldo escalou um time reserva e teve de se contentar com o empate por 1 a 1 no Maranhão. Assim, se o jogo acabar 0 a 0, o Palmeiras estará classificado. Empate por um gol leva a decisão para os pênaltis e de dois gols para cima o time maranhense é quem avança na competição. Para esta terça-feira, Oswaldo fez mistério, relacionou praticamente todos que têm à disposição. Cogitou após o jogo com o Atlético-MG que poderia escalar reservas, mas não deve se arriscar.
A tendência é que leve o que tem de melhor a campo, mesmo que isso possa causar um desgaste excessivo em algum atleta. Melhor correr o risco de perder alguém por lesão do que ser eliminado tão precocemente. Os únicos que devem ser poupados são o zagueiro Victor Ramos e o meia Valdivia.
Os outros desfalques são o atacante Gabriel Jesus e o lateral-direito João Pedro (ambos na seleção brasileira sub-20); o zagueiro Jackson e o atacante Leandro Pereira (com dores musculares); o volante Arouca (dores na coxa esquerda); e o meia Cleiton Xavier (edema na coxa direita).
Uma das novidades deve ser o lateral-esquerdo Egídio, que estreou no sábado. A tendência é que ele vá para a lateral e Zé Roberto seja escalado no meio. “Será um jogo muito difícil. No primeiro jogo nós vimos que eles têm jogadores velozes na frente. A nossa obrigação é vencer este jogo e passar para a próxima fase. Será em casa, com a nossa torcida e a grandeza do Palmeiras. Temos de jogar o máximo possível para sairmos classificados”, destacou.
|
|
O adversário do Palmeiras vive um momento curioso. Após perder a decisão do Campeonato Maranhense para o Imperatriz, o técnico Oliveira Canindé, que havia dirigido o time no primeiro jogo com o Palmeiras, foi demitido. A diretoria contratou Léo Condé, mas ele ainda não assumiu. Interinamente, quem está no comando é o volante Arlindo Maracanã, que dirigiu o time contra o Vitória, no sábado, pela Série B. O desfalque é o lateral-esquerdo William Simões. Entra Raí.
Dudu e Victor Ramos
O Palmeiras conseguiu adiar o julgamento do meia-atacante Dudu e do zagueiro Victor Ramos, que estavam marcados para ontem, no TJD (Tribunal de Justiça Desportiva). Dudu foi denunciado pelo TJD após ser citado na súmula pelo árbitro Guilherme Ceretta de Lima em razão de sua expulsão no clássico contra o Santos. O árbitro relatou que o jogador palmeirense partiu em sua direção e “desferiu um golpe de forma intencional o atingindo nas costas”.
De acordo com Ceretta, o jogador ainda o xingou logo após ser expulso. O TJD citou o jogador nos artigos 250 - praticar ato desleal ou hostil durante a partida -, que prevê pena de uma a três partidas e suspensão de 15 a 60 dias, 254-A parágrafo terceiro - se a ação for praticada contra árbitros -, que prevê pena mínima de suspensão por 180 dias, e no artigo 243-F parágrafo primeiro, que tem suspensão pelo prazo de 15 a 90 dias e punição de uma a quatro partidas. Na somatória, o jogador pode pegar até 330 dias de gancho. Além de Dudu, o julgamento do zagueiro Victor Ramos também foi adiado. Ele estava citado no artigo 254 - praticar agressão física durante a partida -, que prevê suspensão de quatro a 12 partidas.
Meia Valdivia é suspenso por dois jogos
O meia Valdivia foi condenado nessa segunda-feira a dois jogos de suspensão no Campeonato Paulista do próximo ano por ter ofendido o árbitro Vinícius Furlan na primeira partida da decisão do Estadual, contra o Santos. O técnico Oswaldo de Oliveira também foi julgado, mas foi absolvido pela expulsão na mesma partida. O chileno não foi sequer relacionado para o confronto, mas ficou no vestiário. No intervalo da partida, irritado com a atuação do árbitro, o meia xingou Furlan, que registrou a ofensa na súmula.
“Informo que no túnel de acesso aos vestiários, no intervalo de jogo, o senhor Jorge Luis Valdivia Toro, n. 10, conforme a relação de jogadores da equipe do Palmeiras, se dirigiu a equipe de arbitragem e proferiu o seguinte: ‘Uma vergonha essa arbitragem, uma vergonha, arbitragem de ladrão’“, afirmou o chileno, de acordo com a súmula.
O clube, por meio de seu departamento jurídico, tentou desqualificar o artigo que Valdivia estava sendo julgado e alegou que o jogador não chamou o árbitro diretamente de “ladrão” e que o termo tem outro contexto no futebol. Mas a tática não convenceu os julgadores. Valdivia e Oswaldo de Oliveira não compareceram ao local. O treinador foi julgado por ter sido expulso no intervalo da partida e ter entrado no gramado. Como foi absolvido, poderá trabalhar normalmente no Estadual do ano que vem.
