Tribuna do Leitor

Interceptores de esgoto


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A palavra sustentabilidade está na moda, mas pouca gente sabe o significado desta, principalmente o poder público da nossa cidade. É um absurdo o que está acontecendo com o Córrego da Água Comprida. O DAE derrama toneladas de esgoto no córrego e por falta de galerias e boca de lobo na rua Antonio Gandolfi, todo o volume de água da chuva cai nos terrenos em sentido ao córrego, onde forma as erosões, uma delas a qual já está com mais de 50 metros de comprimento por 20 de largura e 5 de profundidade, fazendo assim que essa terra assoreie o córrego, formando uma ilha com mais de 30 metros, mudando assim o curso do mesmo.

Hoje, por falta de manutenção, o córrego tem dois cursos, lado direito, lado esquerdo e uma ilha no meio. Em 2009, como proprietário de um dos terrenos, fui procurado pelo DAE para autorizar a entrada dos mesmos para a colocação dos interceptores de esgoto. "Até esta data o córrego seguia seu curso normal", conforme disse a diretora de planejamento do DAE, sra. Nucimar Paz, na reportagem do dia 01.05.15 no Jornal da Cidade. E a mesma salientou que a erosão não é responsabilidade deles.

Quando procurada, a prefeitura, na pessoa do secretário Sidney Rodrigues, secretário de Obras, o mesmo alegou não saber de absolutamente nada do que está acontecendo.

Agora, com todos esses acontecimentos, o DAE está querendo passar os condutores de esgotos pegando mais de 50 metros do meu terreno, sendo que pela lei 67.66 da legislação ambiental, eu tenho que disponibilizar 15 metros para a conservação ambiental. A sra. Nucimar Paz disse na reportagem que estão preparando um decreto de utilidade pública para seguir com a obra. Agora, pergunto eu: como cidadão, pagador de impostos, que direito tenho? Já que para o poder público é só fazer um decreto que está tudo resolvido...

Jesus de Cassio Mazzo

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