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Gestão empresarial humanizada

Sidney Aguiar
| Tempo de leitura: 2 min

Trata-se de uma maneira compassiva de relacionamento empresa-colaborador com o objetivo de propor uma nova filosofia de qualidade dentro da gestão de pessoas e processos. Originada no Japão e com grande inserção no padrão europeu de gestão empresarial, a metodologia foi muito difundida por Soichiro Honda, no chamado milagre japonês, em meados do século XX. O sistema produtivo pautado nessa filosofia, remete o colaborador como parte fundamental para que os negócios empresariais sejam bem sucedidos. Alguns princípios das políticas de humanização empresarial foram muito praticados no Brasil, em alguns lugares do interior do País, até a década de 1980.

Essas práticas fizeram com que muitas grandes empresas contemporâneas se consolidassem por esse método. Após a inserção do padrão americano de gestão empresarial através da governança corporativa independente ou externa, esses valores se perderam e tornaram as atuais políticas corporativas vazias e pouco atraentes, tanto para carreiras profissionais, quanto para consumir marcas e produtos. É comprovado, que os ambientes humanizados nas empresas geram em média 30% a mais de rendimento dos colaboradores com reflexos na produção e na lucratividade, sem falar que é um diferencial na valorização das marcas e produtos.

Grandes empresas brasileiras decidiram reintroduzir a prática da gestão empresarial humanizada, entendendo que seria a melhor saída para solucionar problemas de gestão de qualidade nos processos e nos produtos. A gestão humanizada adota uma postura de relacionamento estreito entre a alta direção, as bases de gestão e operação das empresas. Uma dessas posturas é a abolição do sistema de "chefia coronelista" pautado no "manda e obedece" e remete as lideranças para um conceito mais humano e próximo aos colaboradores e aos negócios da empresa.

Um sistema de qualidade qualquer só é completo quando há essa interação de proximidade e relacionamento dos níveis hierárquicos e políticas de qualidade, que focalizam a ergonomia funcional dos colaboradores. Segundo os padrões das políticas de humanização do ambiente corporativo, não basta oferecer altos salários, e sim estabelecer uma relação de bem-estar com os colaboradores dentro das políticas de qualidade dos empreendimentos.

O autor é especialista em sustentabilidade, autor técnico e colaborador do JC

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