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Cachorra é resgatada dentro de ralo de condomínio

Ana Borges
| Tempo de leitura: 2 min

Foram os latidos de desespero que salvaram a vida de uma cachorrinha, com cerca de três meses, resgatada de dentro de um ralo. por uma equipe do Corpo de Bombeiros, no final da tarde de sexta-feira (22), em um condomínio próximo ao bairro Octávio Rasi, em Bauru.

 

Segundo a advogada Juliana de Castro Moura e Silva, de 34 anos, a filha de 4 anos brincava com uma amiga de 8 anos no quintal, quando as duas crianças começaram a ouvir os latidos que vinham de dentro do ralo.

 

“Minha filha insistiu pra ir ver. Eu fui, mas não estava acreditando. Achei que o latido tivesse vindo de outra casa e elas estariam imaginando que fosse do ralo. Quando eu mesma escutei e não dava pra ver o animalzinho, fiquei desesperada”.

 

Juliana contou que assim que acionou o 193 e relatou o fato, eles informaram que talvez tivesse necessidade de quebrar parte do quintal dela para fazer o resgate do animal. “Eu não hesitei em autorizar, não via a hora de ver que o cachorro estava bem”, contou.

 

O resgate

Após a chegada dos bombeiros, rapidamente o animal foi resgatado de dentro de um ralo estreito, com aproximadamente 80 centímetros de profundidade e viram que tratava-se de uma fêmea filhote.“Eu não sei como essa cachorrinha veio através da tubulação, acredito que possa ter sido desovada por alguém que não quis ficar com o animalzinho. Mas nem quero pensar que alguém possa fazer isso”. 

 

A princípio, assim que a filhote foi resgatada, ela conversou com vizinhos que disseram não ter conhecimento de ninguém estar a procura de nenhum animal. Em seguida, ainda postou uma foto da cachorrinha na página do condomínio na rede social, mas ninguém se manifestou, o que segundo ela reforça a hipótese de que o animal teria sido jogado na tubulação.

 

O condomínio onde Juliana reside, há aproximadamente 800 casas, o que dificulta também a identificação de qual residência o filhote pertencia. 

 

Adoção

Apesar da advogada gostar muito de animais de estimação, ela relatou não ter condições de ficar com a cachorrinha, a qual, está abrigando temporariamente até que encontre um dono disposto a adotá-la.

 

“Eu e minha filha estamos apaixonadas por ela, já colocamos até o nome dela de Babalu, mas já tenho um cachorro de grande porte, que não aceita ela aqui em casa. Ai fica impossível mantê-la aqui”, desabafou a advogada.  

 

Os interessados em adotar a cachorra, acredita-se que ela deva ter cerca de 3 meses, basta entrar em contato através do telefone (14) 99116-7085. 

 

Fotos/Divulgação

A pequena Maria Isabela Moura Gimenes, de 5 anos, brincava no quintal quando ouviu os latidos no ralo

 

 

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