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Ator Pedro Furtado participa do curta "Doce Solidão" |
Edu (Pedro Furtado) é apaixonado por sua melhor amiga Ana Paula (Letícia Cabral), mas seu irmão, Henrique (Marcos Cirilo) acaba se envolvendo com a moça, até que surge Natasha (Ana Paula Assis) para movimentar esse triângulo amoroso. A história é bem simples – e essa é, de fato, a intenção.
O diferencial é que as aventuras desses personagens são contadas (e cantadas) através de músicas de Djavan, Cazuza, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Hawaii, Ira!, Capital Inicial, Los Hermanos... O curta-metragem musical “Doce Solidão” foi o trabalho de conclusão do curso de Rádio e TV de Ana Laura de Fendi Vaz, de 21 anos, e André dos Passos Pacano, 22.
Pela primeira vez, a graduação da Faac (Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação) da Unesp de Bauru contou com filme desse gênero. Aprovados com nota 10, os jovens ganharam pontos não só pela qualidade do roteiro e da produção, mas por terem conseguido o bom resultado com orçamento baixo (não chegou a R$ 2 mil).
Já formados, lançaram no dia 28 o curta em um canal do YouTube e em página no Facebook. Em menos de 24 horas, quase mil pessoas já tinham assistido ao vídeo de 32 minutos.
Trilha na voz dos atores
A inspiração surgiu do musical “Across The Universe” com canções dos Beatles. “Mas a gente queria valorizar a música e a cultura brasileiras”, conta André, que dirigiu o filme.
Toda a trilha sonora foi regravada na voz dos atores e recebeu arranjos do músico e produtor musical Anderson Fernandes. “Muitas são conhecidas e vão motivar as pessoas a verem o filme. Por outro lado, quem assiste pode querer conhecer mais dessas músicas”, aposta André.
Pensando nisso, eles disponibilizaram suas versões musicais em vídeos, recortados do curta, para que possam ser ouvidas separadamente. Uma delas, “Garotos”, do Leoni, ganhou pegada de jazz para se encaixar ao clima da cena.
Para Ana Laura, uma das partes mais legais foi apresentar canções de maneira diferente. “Foi um desafio justamente por se tratarem de canções conhecidas: era necessário modificá-las para que se encaixassem na narrativa”.
Para assistir, acesse www.facebook.com/musicaldocesolidao ou busque por “Doce solidão curta musical” no YouTube (www.youtube.com.br).
Ânimo aos filmes do gênero
Do roteiro ao resultado final, a produção do curta musical levou dois anos de estudos, superação dos imprevistos (como as mudanças no elenco) e trabalho pesado, não só nas filmagens, mas também nas busca de patrocínio e apoio cultural. A sorte é que os alunos contaram com o apoio dos amigos, dos que emprestaram materiais aos que atuaram voluntariamente no curta, reunindo uma equipe com 25 pessoas. Além do estúdio da Unesp, o filme usou locações como o Jardim Botânico de Bauru, o Jack Music Pub e repúblicas da turma. O produto final tem tudo para não ficar restrito ao mundo acadêmico.
“Espero que o projeto possa dar um ânimo para o cenário de filmes musicais, que parece ter tão pouco espaço hoje em dia”, torce Ana Laura. Apesar do aumento das produções, André acredita que o cinema nacional ainda sofre preconceito. “Existem longas e curtas excelentes, mas muita coisa a gente não fica nem sabendo. O problema é a distribuição, não há espaço. A internet pode ajudar, porém muitos festivais de cinema não aceitam filmes que já estejam online, deixando várias produções paradas”, lamenta o diretor do curta. A tecnologia é outra ferramenta para tornar as produções mais viáveis. O curta “Doce Solidão”, por exemplo, foi filmado com câmera fotográfica da Canon, modelo 3Ti, que tem preço acessível e registra vídeos em full HD com ótima qualidade.
