A Constituição Federal (CF) diz que a consecução dos fins da República Federativa do Brasil, entre eles a promoção do bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, e que o Estado deve garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais, protegendo as manifestações das culturas populares.
O Estado que se diz laico, contém instituições públicas que tratam seus alunos com preconceito religioso, muitas vezes sofrem agressões físicas por parte dos colegas, sofrem bullying até mesmo pelo corpo docente da instituição, por não seguirem os mesmos costumes, ou religião.
Muitas instituições contêm crucifixos fixados nas paredes, capelas, imagens religiosas e junto delas o desrespeito, a falta de compostura e educação, e parte dos alunos com religiões afro-brasileiras, por exemplo, são os que mais sofrem algum tipo de exclusão, com conotações ofensivas.
Recentemente, vieram a público grupos de religiões afro-brasileiras para pedirem socorro, ou melhor, gritarem por seus direitos. A juíza federal Marisa Cláudia Gonçalves Cucio explica que este tipo de mensagem desrespeitosa, com cunho de preconceito, tem impacto poderoso sobre a população, principalmente a de baixa escolaridade, porque é acessada por centenas de milhares de pessoas que podem recebê-lá como uma verdade, ou seja, o Estado se empenha em nos silencias, em fazer um país de pessoas não pensantes, sem amor ao próximo, e sem direitos.
Cobram-nos deveres, mas a falta de amor próprio dos governantes reflete em toda a população, nos descriminam por acreditar em um deus, mas matam nossos pensamentos, desejos, e, pior, nossa fé.
Isabel Antunes Oliveira