Regional

Falta de água complica Borebi

Ana Borges
| Tempo de leitura: 2 min

Já são mais de 36 horas sem água em 70% das casas de Borebi (44 quilômetros de Bauru). O desabastecimento foi causado por uma avaria no principal poço artesiano que atende a cidade. Uma força-tarefa que envolve até prefeituras de cidades vizinhas, como Agudos, Macatuba e Lençóis Paulista, enviaram caminhões-pipas para ajudar a população. Dos 2.200 habitantes, 70% deles foram afetados pela falta de água conforme já noticiado pelo JC e aulas precisaram ser suspensas em toda a rede pública.

 

 

O fisioterapeuta André Matos, 32 anos, é dono do único pet shop junto com a esposa e contou que o trabalho está sendo muito prejudicado, mas não sabe estimar o valor do prejuízo. “Nossa principal atividade são os banhos e estamos remarcando os agendamentos diariamente até que a situação se resolva”, destacou. 

 

A prefeitura informou que a bomba responsável pela captação de água do poço queimou. Ao fazer o reparo, os técnicos constataram que a caixa de bombeamento havia sido invadida pela lama.  De acordo com o assessor jurídico da Prefeitura de Borebi, Guilherme Joner, na tarde de ontem, eles trabalhavam em duas frentes: para ver se o poço teria recuperação e a retirada da bomba do soterramento. Até o final da noite de ontem, o problema estava longe de encontrar uma solução para o poço. 

 

“Os técnicos da Sabesp não conseguiram saber exatamente se houve um problema geológico ou se foi alguma falha na tubulação da bomba que teria ficado ‘descamisada’ e com a ação do tempo teria começado a mandar não só água para o reservatório, mas também lama, comprometendo o funcionamento de todo o sistema. Essas duas hipóteses foram levantadas para explicar o motivo do que teria provocado a pane”. 

 

A cidade deve decretar estado de calamidade. O prefeito de Borebi, Manoel Frias Filho (PR), disse que já fez várias ligações para deputados e necessita da ajuda do governo do Estado para custear a construção de um novo poço, que deverá custar cerca de R$ 100 mil. A cidade no momento não possui essa verba e não pode ficar sem abastecimento de água por muito tempo. A construção de um novo poço deve durar entre 3 a 4 dias. 

 

Carro de som avisa quando haverá água

 

Ontem à tarde um carro de som passava pelas ruas avisando a população sobre os horários que teria um pouco de água nas torneiras para que os moradores pudessem armazenar o máximo possível, para não comprometer as necessidades básicas. Os caminhões-pipas também estavam fornecendo água para os moradores. 

 

A Prefeitura de Borebi conseguiu que uma empresa privada, de Agudos, cedesse a retirada de água direto do poço, mas encontrou dificuldade para transportar. No início da noite, a prefeitura começou a cotar a compra de água em empresas da região, para abastecer o reservatório. O JC foi informado que a média de preço seria de R$ 300,00 por 30 mil litros de água. 

 

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