Geral

O fascínio que vem do céu

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

“É só observar o encantamento no olhar dessas crianças e não é preciso dizer mais nada”. A afirmação feita ontem pelo astronauta bauruense Marcos Pontes durante o Arraiá Aéreo dá a dimensão do quanto o céu - e os artifícios criados pela inteligência humana para chegar mais próximo dele – exerce fascínio sobre as pessoas. E, em especial, sobre a garotada.

Foi com foco nas novas gerações que a Fundação Astronauta Marcos Pontes e a Prefeitura de Bauru, em parceria com o Jornal da Cidade e diversas organizações e empresas, promoveram a feira de aviação. O evento comemorou o 9.º aniversário da Missão Centenário, que levou o astronauta, pela primeira vez, ao espaço.

“Nosso objetivo é inspirar estes jovens para as carreiras voltadas para a Ciência e Tecnologia. Muitos deles podem ter potencial e, ao sonharem e imaginarem o futuro, quem sabe, possam formar uma nova geração de pilotos e astronautas”, comenta Pontes.

Ontem, milhares de pessoas passaram pelo Aeroclube de Bauru, onde ocorreram as dez horas do Arraiá Aéreo. Entre elas, estava o pequeno João Pedro, 4 anos, que – assim como o pai Maurício Fernando Francisco, na infância – sonha ser astronauta.

“Mas, primeiro, eu preciso ser piloto e, para ser piloto, eu preciso estudar muito”, contou, com impressionante desenvoltura, enquanto apontava para as “manobras” (como ele mesmo disse) das aeronaves no céu. O papo com a reportagem só terminou quando João Pedro descobriu que poderia entrar na cabine de um avião Paulistinha que estava exposto logo ao lado.

“Ele curte muito este universo, acho que até por influência minha, já que também gosto de aviões desde pequeno”, referenda o pai, que permaneceu por mais de seis horas com o filho João Pedro, a esposa Valquíria Boaventura e o caçula Gabriel no Aeroclube.


Para todos

Outro apaixonado pelas alturas é o professor de educação física Leandro Paixão, 28 anos, que fez questão de tirar uma selfie com a namorada Anamara Gonçalves, 19 anos, ao lado da réplica do 14 Bis, primeiro avião a alçar voo com sucesso no mundo, criado pelo aviador brasileiro Santos Dumont. “Eu já saltei de bungee jump e paraquedas e já andei de helicóptero. Além da adrenalina, a sensação de liberdade é muito boa”, comenta ele.

E, se o mundo da aeronáutica, da robótica e da aviação espacial encantam gente grande e gente pequena, com as crianças “crescidas” não é diferente. Giovanni Fernandes Takada de Souza, 11 anos, foi levado pelos pais para ver de perto diversos modelos de aviões e helicópteros, bem como o trabalho realizado pelo Exército, Marinha, Aeronáutica, polícias Militar, Florestal e Rodoviária, Corpo de Bombeiros e Samu.

O menino aproveitou a oportunidade para conhecer por dentro – e por cima – um dos tanques blindados do Exército que estavam em exposição. “Quando eu era criança, tinha muitos iguais a este, de brinquedo. E hoje vejo em filmes de guerra, que eu gosto bastante. Mas nunca tinha visto assim, de verdade. Achei legal”, comenta.

Para Maria Fernanda Nekis, 11 anos, uma das atrações mais curiosas foi a observação do sol em um dos telescópios disponibilizados por clubes de astronomia. “Vi um círculo laranja. Nunca tinha usado um telescópio. Ele deixa o sol diferente do que a gente vê normalmente”, comenta.


Variado

Presente no Arraiá Aéreo, o astronauta Marcos Pontes circulou pelo Aeroclube, tirou selfies, deu autógrafos e conversou com os presentes. Entre outras atrações da feira, estavam oficinas de construção de foguetes e de bumerangues.

Havia, ainda, um simulador de voo para pilotos e aspirantes, trazido pela ITE. Como um legítimo evento junino, não faltaram, também, comidas típicas, barracas e brincadeiras tradicionais.

A animação da festa foi garantida por apresentações da Orquestra da Força Aérea, da Banda Sinfônica de Bauru, do Coral Astropontes e da Banda do Senai de Bauru. O encerramento ficou por conta das duplas Irmãos Vilela e Tião Canhoto e D’Oliveira, do Clube da Viola de Bauru.

Comentários

Comentários