Malavolta Jr. |
|
|
“Não sei fazer outra coisa além de música”, diz Emil |
Ele é produtor musical, músico e empresário. A entrevista de hoje conta um pouco da história de Emil Shayeb Neto, dono da Valetes Records, gravadora e estúdio que desponta no cenário musical do Interior. Entre os trabalhos desenvolvidos por Emil está a carreira artística de Larry Taylor.
Mas o empresário não se resume aos estúdios de produção e gravação. Entre suas atividades profissionais, ele também atua como músico. Violão, guitarra, baixo, piano e bateria estão entre os instrumentos por ele tocados, embora a guitarra seja o seu preferido. Um de seus projetos com os instrumentos musicais é um duo eletrônico chamado EK Music, ao lado da cantora bauruense (e também namorada) Luciana Pires.
“Minha história com a música começou aos 12 anos de idade. Ganhei uma guitarra do meu pai, fiz algumas aulas particulares, mas aprendi praticamente sozinho. Aprendi com revistinhas de banca. Também gravava shows em VHS e ficava voltando para ver os movimentos das mãos dos músicos”, recorda.
Apesar de ter cursado faculdade de administração, é na música que o jovem empresário projeta seus passos futuros. “Na gravadora, eu quero aumentar o casting. Já temos uma estrutura sólida para isso. Produzimos artistas de outras cidades, além de Bauru”.
Assumidamente workaholic, Emil assume que não se vê longe da música. “Um dia de trabalho normal para mim tem 15 horas”. E sobre o hobby do músico? Ele responde sem pensar: “Trabalhar”. Leia mais no texto a seguir.
Jornal da Cidade - Você é músico e produtor.
Emil Shayeb Neto - A música veio primeiro. Comecei a tocar aos 12 anos de idade. Toco violão, guitarra e um pouco de baixo, piano e bateria. Mas a guitarra é o meu instrumento principal. Eu via bandas na TV e insisti para meus pais me darem uma guitarra de presente. Ganhei. Fiz algumas aulas particulares, mas aprendi praticamente sozinho. Quando criança, a internet ainda estava se popularizando, então eu aprendi com revistinhas de banca mesmo, à moda antiga. Também gravava shows em VHS e ficava voltando para ver os movimentos das mãos dos músicos (risos). Era bem diferente de hoje, em que a garotada conta com o Youtube para aprender.
JC - Quais foram as suas influências musicais?
Emil - Eu vim do rock. Nacional e clássico. Americano e inglês, principalmente. Sempre gostei muito de blues, B.B. King, Eric Clapton, Beatles... Por aqui, eu sempre fui fã de Paralamas, Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii, Capital Inicial...
JC - Quando nasceu a gravadora Valetes?
Emil - Eu tinha uma banda chamada Valetes e montei o estúdio um pouco antes da formação dessa banda. Na época nós ensaiávamos aqui (no estúdio) e eu produzia um pouco a banda, já. Abri o estúdio para a banda gravar algumas fitas demo, e vieram outras bandas interessadas em gravar também. O estúdio foi crescendo e, quando eu vi, a gravadora nasceu, em 2014. Trabalhamos com os mais variados estilos musicais. Por exemplo, estou produzindo artistas de axé, sertanejo, rock, pop teen, hip hop... Hoje, são cerca de 10 artistas.
JC - Tornar-se um empresário da música parece ter sido algo que aconteceu naturalmente...
Emil - Eu sempre quis ser músico, tocar com banda e viver disso. Mas, sei lá, a vida dá umas viradas. Entretanto, eu sempre disse “sim” para tudo o que envolve música. Hoje sou empresário do ramo porque eu disse esse “sim” para muitas coisas. Quando as bandas começaram a vir gravar no meu estúdio, de certa forma, eu também comecei a produzi-las porque eles pediam a minha opinião. E fui fazendo, em um processo natural. Não escolhi, mas vi que a possibilidade de dar certo era grande. E as coisas foram rolando.
JC - Você preparou um “plano B” profissional?
Emil - Eu fiz faculdade de administração, mas não me vejo longe da música. Não sei fazer outra coisa.
JC - Quais são os projetos atuais da Valetes e do Emil?
Emil - Tem um projeto com a cantora Luciana Pires (minha namorada), que é um duo eletrônico chamado EK Music. Este projeto está crescendo bem. No ano passado ganhamos como revelação do Prêmio Jovem, em São Paulo. Agora estamos produzindo um disco. Na gravadora, eu quero aumentar o casting. Já temos uma estrutura sólida para isso. Produzimos artistas de outras cidades, além de Bauru. Também fazemos a divulgação do trabalho do artista, o seu posicionamento em entrevistas e tudo mais, ou seja, cuidamos da carreira deles. Realizamos desde a gravação, mixagem e masterização de áudio profissional até o marketing, assessoria de imprensa e produções publicitárias dos nossos artistas.
JC - Hoje você é mais músico ou mais produtor?
Emil - Como produtor eu acabo tocando em boa parte das músicas que produzo, então, acabo sendo músico e produtor ao mesmo tempo. Porém, a maior parte do meu tempo é dedicada à produção.
JC - Por que seus pais merecem a “nota 10”?
Emil - Eles me deram muito apoio na concretização dessa minha realidade profissional. E meus pais me deram todo o apoio possível, inclusive moral. Se não fosse por eles, certamente eu não estaria aqui. Eles são meus exemplos para tudo. A educação e o direcionamento que eu tive desde bem pequeno são fundamentais para eu trabalhar com as pessoas. Meu pai é empresário do ramo industrial e também é workaholic. Eu sempre o vi trabalhando e pensando lá na frente. E minha mãe dando todo o suporte para ele.
JC - Você se considera um workaholic?
Emil - Um dia de trabalho normal para mim tem 15 horas (risos).
JC - O mercado da música parece promissor, atualmente.
Emil - Eu percebo claramente que ele está aberto para quem tem talento e é insistente. É preciso ter as duas coisas. As coisas podem funcionar para quem é focado e está com vontade de trabalhar e sabe cumprir horário, se portar, ou seja, sabe ser profissional. Também é importante não ter preconceito musical. Isso não rola mais.
JC - A gravadora tem apenas um ano, mas já rendeu bons trabalhos, certo?
Emil - Sim, alguns deles. Por exemplo, o Larry Taylor foi um trabalho bacana que fizemos porque começamos com ele do zero. Ele já fazia algumas coisas, mas sentamos e fizemos um estudo com ele para saber por onde ir. Produzimos uma música já com um foco e deu muito certo. No primeiro dia, o clipe dele teve 100 mil visualizações. Mesmo não estando em Bauru, ele continua com a gente. Com o Caco de Castro, apresentador da Mix TV, em São Paulo, está sendo a mesma coisa. Também tem a Bia Lopes, que está concorrendo no The Voice Brasil... Temos vários trabalhos com artistas que estão crescendo, na verdade. E teremos várias surpresas boas no segundo semestre.
PERFIL
Nome: Emil Shayeb Neto
Idade: 31 anos
Signo: Aquário
Local de Nascimento: Bauru
Libro de cabeceira: “A Semente da Vitória”, de Nuno Cobra
Hobby: Trabalhar
Filme preferido: “Interstellar”
Estilo musical predileto: Sou eclético
Para quem dá nota 10: Para os meus pais
Para quem dá nota 0: Para o governo federal
E-mail: emilshayeb@gmail.com
