| Douglas Reis |
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| Major Costa Duarte, do 4.º BPM-I: “Estamos colhendo todas as informações necessárias” |
Um policial militar e sua esposa foram mantidos reféns na própria casa, durante assalto ocorrido na madrugada dessa segunda-feira (13), em Bauru. Dois homens armados com revólver e pistola entraram no imóvel, que fica em um condomínio fechado próximo ao Joaquim Guilherme (área sudoeste da cidade), algemaram o PM e amarram a mulher com um cinto. O nomes das vítimas não foram divulgados.
Durante a ação, os bandidos perguntavam por um gerente de um banco e também onde estavam guardados dinheiro e joias. Existe a possibilidade de eles terem errado a casa alvo da ação. A dupla fugiu levando a arma e parte do uniforme do policial, a carteira com dinheiro (a quantia não foi informada) e o aparelho celular das vítimas, que não sofreram ferimentos.
Não havia indícios de danos na cerca elétrica do residencial e, até o fechamento desta edição, ninguém havia sido preso. Foi realizada perícia técnica no local e o caso será investigado pela Polícia Civil. Porém, o boletim de ocorrência foi censurado.
O crime ocorreu por volta das 5h. Segundo a reportagem apurou no local, os homens entraram pela janela do banheiro e abordaram o casal no quarto.
Os dois usavam toucas da própria blusa para esconder o rosto, o que dificultou que as vítimas descrevessem as características. Após anunciar o assalto, a dupla usou as algemas do PM para imobilizá-lo. Com um cinto, amarraram a esposa dele e a amordaçaram com pedaço de pano.
Na ação, conforme apurado pelo JC, os bandidos perguntavam sobre o gerente do banco e exigiam joias e dinheiro. Existe a hipótese, inclusive, de os ladrões terem errado o imóvel, uma vez que o policial é vizinho de um bancário.
Arma levada
Os bandidos fugiram levando a arma do PM, carregadores, colete, expedidor de gás, celular das vítimas e a carteira do policial com documentos e dinheiro. Durante a manhã de ontem, a polícia assistiu às imagens registradas pelo circuito interno de câmeras do residencial.
O JC tentou contato com algum representante do residencial para falar sobre o assalto, mas o funcionário alegou que o síndico não estava.
Diligências
Equipes da PM estiveram no local para registrar a ocorrência. De acordo com o major João da Costa Duarte, coordenador operacional do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), o policiamento não medirá esforços para deter os criminosos.
“Estamos colhendo todas as informações necessárias. Vamos analisar as imagens das câmeras internas para tentar identificar possíveis suspeitos de terem praticado o assalto”, disse, acrescentando que as vítimas estavam muito abaladas.
