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Recepção fora de época e descontração na Unesp

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

João Rosan
Ao som de blues psicodélico, os alunos participaram de algumas oficinas e também debates

Calouros da Faculdade de Artes, Arquitetura e Comunicação (Faac) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru participaram, nessa sexta-feira (17), de uma tarde de descontração com músicas, oficinas e debates, promovida por veteranos do Centro Acadêmico de Comunicação “Florestan Fernandes” (Cacoff), da Unesp. O intuito do evento, nomeado como “Cacoffonia 2015”, era de promover a recepção dos calouros deste ano. Por conta da greve, que ocorreu entre maio e setembro do ano passado, o início das aulas na FAAC, que era para ter sido em janeiro, aconteceu apenas no último dia 8 junho.

Já na Faculdade de Ciências (FC) as aulas retornaram em 27 abril, e na Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB) em 4 maio. As datas foram informadas pelos universitários.

Palavras de ordem

Integração e descontração foram as palavras de ordem na recepção promovida na Unesp pelo Cacoff na tarde de ontem.

No bosque da universidade, os estudantes puderam participar de oficinas gratuitas para confecção de filtro dos sonhos e mandalas, mostra de curtas audiovisuais e festival de música com a banda The Trips, grupo formado por universitários, que mistura o blues com tons psicodélicos e brasilidades.

Enquanto escutavam o som, os alunos recebiam pipocas no local gratuitamente.

A recepção em questão é realizada desde 2011, mas geralmente ocorre em março. “Como nosso calendário ficou bagunçado por conta da greve, só conseguimos realizar o evento agora. É uma integração importante porque pessoal entra para a faculdade bem perdido”, enfatiza Marina Franco, 23 anos, estudante do 3.º ano do curso de rádio e TV e membro do centro acadêmico organizador.

Conscientização

Ao longo do evento, os universitários também promoveram um debate sobre o tema “Cultura do Álcool na Universidade”. A iniciativa teve como objetivo problematizar o consumo de álcool e outras drogas no contexto universitário. A discussão contou com a presença da diretora técnica acadêmica da Faac, Angélica Ruiz.

“Depois da morte do estudante Humberto [Fonseca, que morreu após uma competição de vodka em uma festa oper bar em fevereiro deste ano], houve sensibilização ainda maior sobre o tema aqui na Unesp. Queremos criar um fórum permanente de discussão com os estudantes justamente para traçar um plano de ação conjunto, a fim de possibilitar um novo repertório comportamental”, comenta Angélica.

Durante as discussões, os estudantes reclamavam sobre a postura da universidade em proibir, por meio de uma resolução, a divulgação de festas com panfletos e cartazes em seu interior.

“Na época em que tudo aconteceu, o clima na faculdade ficou pesado. Com o fortalecimento dessas discussões sobre o álcool, esperamos trazer conscientização ao pessoal, a fim de evitar que isso se repita”, reforça Thamires Motta, 21 anos, aluna do 3.º ano de jornalismo.

FALA CALOURO

O que você espera da sua vida universitária em Bauru?

João Rosan

“Conquistar amadurecimento e muitos amigos até o fim da faculdade. Também espero sair daqui formado e disposto a cursar engenharia da computação. Quero trabalhar com o desenvolvimento de telefones móveis no futuro.” Vicente Lobo, 18 anos, de São Miguel Arcanjo (SP), 

calouro de engenharia elétrica

“Quero viver muitas coisas aqui. Conhecer pessoas e a cidade. Também espero aprender a me virar sozinha, sair da casa dos pais não é tão fácil, mas sofrer será bom porque trará amadurecimento. Depois, pretendo volta para São Paulo.” Adriana Carrer, 18 anos, vinda de São Paulo, caloura de jornalismo

“Pretendo ganhar conhecimento com o curso e amadurecimento morando sozinha, além de conhecer a cidade e sentir como é viver em um centro urbano maior. Sou de cidade pequena, então acho que acostumar com tudo isso será meu maior desafio.” Mariana Cajado, 

19 anos, vinda de Mairinque (SP), caloura de jornalismo

“Espero gostar de Bauru, parece ser uma cidade tranquila. Era meu sonho cursar uma universidade pública e que bom que passei aqui. Vou aproveitar o curso ao extremo para conseguir fazer o mestrado e um doutorado depois que me formar.” Fernanda Uchida, 20 anos, vinda de São José dos Campos, caloura de biologia

 


 

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