Parabéns à Câmara Municipal de Bauru pelo projeto para nominar o viaduto que liga a cidade à Vila Falcão. Para saber quem foi Marinho Lutz e sua importância para Bauru, faço uma pequena biografia dele. Américo Marinho Lutz nasceu em 13 de fevereiro de 1899, no Rio de Janeiro, filho de Willian Roberto Lutz e Maria Francisco Marinho. Casado com Edelvira de Mello, o casal teve dois filhos: Graziela e João Carlos. Fez o curso elementar no Colégio Militar do Rio de Janeiro. Depois, comentou A. Cavalheiro numa reportagem divulgada na “Gazeta de Notícias” de 5 de agosto de 1937, “fez o curso de Engenharia (Geologia) na Escola Polythecnica e de Engenharia Militar na Escola Militar. Em 1921, graduou-se no posto de aspirante a oficial pela Escola de Aviação Militar, no Campo dos Affonsos”.
Após a Revolução de 1930, foi nomeado delegado geral do Interior no Estado de São Paulo, quando era chefe da Polícia o major Oswaldo Cordeiro de Farias. Trabalhou na construcção da Estrada de Ferro “Cruz Alta a Porto de Lucena”, no Rio Grande do Sul, e na estrada de rodagem de São João do Barracão, no Paraná... dirigiu a construcção da Fábrica de Explosivos em Piquete... e a construcção dos hangars e officinas da Escola de Aviação, no campo dos Affonsos.” Foi diretor da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil por duas gestões: 25 de março de 1937 a 25 de fevereiro de 1946, quando era major, e de 16 de fevereiro de 1951 a 7 de outubro de 1954, quando era tenente-coronel. Foi fundador e deu grande força para a criação e manutenção do Aeroclube de Bauru, um dos mais importantes do ramo no País, no qual a Noroeste colaborava. Construiu em Bauru o Hospital “Salles Gomes”, na Vila Bela Vista, que atendia os ferroviários da Noroeste e seus familiares.
Em 30 de novembro de 1943, foi designado para as funções de membro do Conselho Diretor da Fundação Brasil-Central, instituída pelo Decreto-Lei 5878, de 4 de outubro de 1943. Lutz faleceu em 25 de dezembro de 1983, em Campo Grande (MS). Seu corpo foi cremado em São Paulo, esclarece César Savi, no jornal Bom Dia. Getúlio Vargas, convidado por Lutz, veio a Bauru em 1938, e foi a primeira cidade paulista que ele visitou após a Revolução de 1930. Dona Alzira, sua mulher, voltou antes para o Rio de Janeiro e contou-me Itacolomi de Carvalho que com ela, no avião, por esquecimento, foi a mala que continha roupas de Getúlio. Um segurança dele então foi à Casa Carvalho e comprou-lhe um pijama de seda, para dormir.