Tribuna do Leitor

Crises econômicas ou institucionais

Rubens Ferreira
| Tempo de leitura: 2 min

Ouvindo um canal de TV, um ex-político e empresário bem sucedido alegou ter muita fé em Deus para se recuperar de qualquer dificuldade. Achei muito prudente. O difícil hoje é achar aqueles homens que honravam a sua palavra com o chamado fio de bigode. Vota-se, vota-se, cria-se partidos, apresenta-se candidatos e lá no final não tem se achado o contentador de gregos e troianos. Lendo o padre Edgard de Aquino Rocha, salesiano Dom Bosco, em seu livro ‘Manual de economia política’, adotado pelo professor dessa matéria em São Paulo, Vespasiano Consiglio, lá o padre citou renomados economistas, teólogos, mestres de escolas políticas liberais, sociólogos e outros.


Stanleg Jevons, grande economista inglês, sequaz da escola matemática, alegando as crises serem um fenômeno, não atribuindo provas à matemática, apresentou-as no decorrer dos séculos XIX e XX assim: dos anos de 1815 em épocas seguintes até 1930. Sendo meu o grifo, esta, além de nos afetar na nossa maior economia da época o café, com o crash da bolsa de mercadorias de Nova York, atingiu o mundo todo.


Posteriormente essa rubiácea se recuperando, a partir de 1940 vieram as geadas, as pragas, queda dos preços no mercado mundial por excesso de produção; resultou no desânimo dos cafeicultores que, partindo para outros investimentos, veio o êxodo rural, inchando as cidades, aumentando o problema social. Foi quando os governos começaram a aumentar planos sociais onerando a classe produtora que deixou de produzir mais alegando sobrecarga de tributos. O que não deveria acontecer, porque ela é que alavanca uma nação.


Os especialistas citados escreveram sobre a circulação da riqueza, natureza da produção, do orçamento público, receitas e despesas públicas, impostos e taxas, estes moderados, sem vexar e humilhar o contribuinte. O melhor seria ler Marco Túlio Cícero, político e orador latino que viveu a 55 ac; Abraham Lincoln, presidente americano que viveu entre 1803/1865 e Bertolt Brecht, nascido em 1898, poeta e dramaturgo alemão que apesar da época ter sido outra, deixaram excelentes trabalhos que nos servem de lição até hoje como administrarmos as finanças, quer seja a nossa particular, a pública e a privada...


Convivi com empresas comerciais, industriais, agropastoris e de economia mista, trabalhando nelas que me serviram de vade-mecum. Finalizando, precisamos pensar no futuro de nossas crianças, os jovens hoje estudando, formando, sequiosos de que o Brasil ainda continue a ser o melhor País para se viver, precisamos ter o cuidado de gerar mais empregos, dando o fôlego à classe produtora porque o desemprego é mau conselheiro.

      

Basta boa gestão, seriedade com o dinheiro público, porque é fruto do nosso suor. As três fontes unidas, produção, riqueza e trabalho, gerarão mais tributos, sem precisar onerá-lo com mais e alíquotas.

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