| Ricardo Ursulino |
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| 5% da área dos terrenos loteados devem ser destinados às áreas verdes; Semma é responsável pela criação e revitalização desses espaços |
Elas ainda são endereços certos para os moradores dos bairros quando o assunto é lazer. Mas você sabe como nasce uma praça?
Sempre que um loteamento é feito, 35% da área são destinadas para o município, segundo explica a titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), Lázara Gazzetta. Destes, 20% têm como destino a construção de vias (ruas e avenidas); 10% vão para a área institucional (escola, creches, centros de lazer e esporte etc) e 5% da área do terreno têm como destino as praças e áreas verdes.
“Isso é lei. Quando um loteamento é novo, a praça é criada de imediato. Mas, muitas vezes, o que acontece é que esses locais não são urbanizados. São criados, mas não recebem a infraestrutura necessária”, aponta Gazzetta. É o que vemos em muitos bairros da cidade: terrenos previstos para a área de lazer que se transformam em depósito de lixo, entulho...
“Atualmente estamos trabalhando com a urbanização de praças em cima das reuniões do Orçamento Participativo, realizadas no começo do ano para atender as demandas da população. Tudo o que hoje a Semma vem fazendo, tanto no planejamento de 2015, quanto no de 2016, está pautado sobre essas demandas da população”, explica.
A Semma tem equipe própria de arquitetos para fazer as remodelações. E, embora a pasta seja a responsável pela criação e revitalização das áreas verdes, ela não trabalha sozinha. De acordo com Lázara, há sempre demandas da Câmara ou do próprio Gabinete.
| Alex Mita |
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| Etapas da revitalização que deu vida à praça do Núcleo Octávio Rasi |
A ajuda também vem na hora de “erguer” a obra. Com uma equipe reduzida de dois pedreiros, a Semma conta com a ajuda de outras secretarias municipais para revitalizar e construir os espaços de lazer. Cada secretaria ajuda de acordo com suas peculiaridades. A Secretaria de Obras na iluminação, por exemplo; a Secretaria das Administrações Regionais (Sear) na pintura, a Semma com o plantio de mudas, paisagismo e implantação de academias e playgraunds. A Semel entra quando há colocação de quadras e campinhos de areia... “As atribuições são da Semma, mas não fazemos nada sozinhos”, grifa.
Nomes
Praças também recebem nomes, o que é definido após o prefeito encaminhar o decreto de criação para a Câmara e os vereadores definirem o nome que batizará o local.
Condomínios
Quando um loteamento é feito para a construção de um condomínio, também há uma obrigatoriedade legal que pede a construção de uma área verde, segundo explica a titular da Semma.
“O projeto de todas as construções feitas em Bauru precisam passar pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) e, mesmo que seja particular, é necessário passar também pela Semma para avaliar se a construção não prejudicará nenhuma Área de Preservação Permanente (APP).
A Semma também avalia o projeto de arborização urbana do condomínio e define a quantidade de área verde que a obra terá de preservar”. No caso de condomínios verticais, é necessário fazer a arborização no seu entorno.
Estrutura
A infraestrutura instalada em uma praça depende do que se pretende e até mesmo do tamanho do terreno. Entretanto, normalmente são instalados bancos, bebedouros (principalmente se o local receber playground, equipamentos de ginástica e área esportiva), iluminação, academia (instaladas normalmente num raio de três quilômetros de distância uma da outra), paisagismos e árvores. Grandes espaços ainda recebem pista de caminhada. Já os bosques precisam também de cercamento.
| Alex Mita |
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| Praça do Rasi virou a principal atração do bairro |
‘Agora tem vida’
Recém-remodelada, a Praça do Rasi virou a principal atração do bairro. “Eu que o diga. Estou aqui há 30 anos e nunca vi os moradores tão animados com alguma coisa. A praça era um terreno com entulho. Nada mais. Agora tem vida. E tomara que a população cuide”, comenta o aposentado Antônio Augusto Rocha, que, agora, todas as tardes leva a neta Gabriela Botura Rocha, 4 anos, para brincar no espaço.
Semma pretende revitalizar ao menos 6 praças até o fim de 2016
Núcleo Octávio Rasi e Parque das Nações são exemplos de bairros cujas praças foram revitalizadas recentemente
Vida nova
| Éder Azevedo |
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| Moradora do Parque das Nações, Cláudia Abreu comemora a revitalização da Praça Rotariano Antônio Carlos Martins ao lado das filhas Elisa e Hadassa |
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) prevê projetos de revitalização para, no mínimo, seis praças até o fim de 2016. No Octávio Rasi foi entregue a revitalização da praça do núcleo no início do mês. No Jardim Godoy, uma nova praça está para ser entregue. Na região sul da cidade, a Secretaria de Obras deu início à limpeza e terraplenagem em área de futura praça.
A população grita por revitalização de praças. E tal necessidade é evidente. De acordo com a titular da Semma, Lázara Gazzetta, a demanda vem da cidade toda. Contudo, há lugares que precisam de mais atenção. É o caso dos bairros mais afastados do Centro da cidade, como o Núcleo Octávio Rasi, revitalizada e entregue recentemente.
| Alex Mita |
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| Titular da Semma, Lázara Gazzetta: “Bairros mais afastados do Centro são os que mais precisam de revitalização nas praças” |
Basta andar pelos bairros para notar o papel fundamental que as praças ainda desempenham no lazer da população, principalmente da mais carente. Crianças brincando no playground ou correndo para lá e para cá, adultos fazendo uso das academias ao ar livre, gente de todas as idades passeando com seus mascotes e mães com bebês são apenas alguns exemplos do público que ainda habita esses espaços, principalmente de manhã e à tarde.
Entretanto, o estado de abandono e a falta de manutenção acabam afastando a população desses espaços, em muitas regiões. Mas quando a tão sonhada e exigida revitalização chega, a vida volta para as praças públicas.
Foi o que aconteceu recentemente no Parque das Nações com a Praça Rotariano Antônio Carlos Martins. Revitalizado, o endereço de lazer oferece quadra de vôlei de areia, campinho de futebol, parque infantil e uma pista de atletismo.
Adotada pelo Rotary Bauru Parque das Nações, a praça fica na quadra 7 da rua Luís Ferrari. Uma das moradoras do entorno é Cláudia Abreu. “Antes, era apenas um terreno, um buracão que servia para depósito de lixo. Agora os moradores estão animados, frequentando o lugar, principalmente as crianças. Minha filha mais velha, Elisa, de 10 anos, gosta muito de jogar vôlei na quadra de areia e brincar nas árvores”, comenta.
A moradora acredita que a iniciativa da população é fundamental para manter a limpeza e conservação do lugar. “Por isso já entramos em contato com a Secretaria de Municipal de Esportes e Lazer (Semel) e o Rotary para, quem sabe, instalar por aqui projetos sociais esportivos e cursos”, diz, animada.
Centenária, Rui Barbosa é a mais antiga
A Praça Rui Barbosa foi inaugurada em 12 de abril de 1914 e, de lá para cá, muita coisa mudou. No início, o espaço apresentava jardins luxuosos, lagos artificiais e iluminação esplendorosa, o que deu origens à críticas, já que a cidade enfrentava problemas de infraestrutura, como falta de água, fornecimento de energia elétrica e limpeza pública.
Os mais velhos devem se lembrar dos lagos que abrigavam até jacarés. Do lugar mais luxuoso e frequentado de Bauru ao atual chão de passagem, a praça foi palco de glamour, romance, comédia, aventura e até suspense. Ao longo dos anos, a Rui Barbosa foi perdendo o glamour com o restante do Centro, e passou, inclusive, a servir como abrigo para usuários de drogas.
Com um espaço de 8.968 metros quadrados, a Rui Barbosa abriga árvores tombadas e o busto da personalidade de quem “herdou” o nome. Com o aniversário de 100 anos, a praça mais famosa de Bauru ganhou a sua mais recente revitalização. Entre as melhorias e novidades, está o piso tátil para atender as normas de acessibilidade. Próximo aos pontos de táxi serão instalados bicicletários chumbados no chão. A praça também ganhará mais verde.
Mais história
Quando a proposta para a Praça Rui Barbosa começou a ser a executada, dez anos depois do início do século 19, houve um problema de foro religioso que resultou na excomunhão de Bauru. A capela do Divino Espírito Santo ocupava parte na área a ser urbanizada que, até então, não passava de um areião.
A estrutura tornou-se um entrave para o projeto, e ficava no meio da via que, posteriormente, tornou-se o Calçadão da Batista de Carvalho. A capela, então, foi demolida para que uma igreja matriz fosse construída bem próximo. Ainda assim, a destruição resultou em problemas junto às lideranças da igreja católica que, na época, ficavam em Botucatu (Da Redação).
Cresce procura por ‘adoção’
Município tem 89 áreas verdes adotadas, entre praças e canteiros centrais, segundo levantamento da prefeitura no primeiro semestre do ano.
Adoção
A “adoção” é um processo simples. A Semma orienta que os requerentes procurem o Poupatempo com cópias dos documentos pessoais e o endereço da área que pretende adotar.
O próximo passo é o envio do processo para a Secretaria, onde um levantamento sobre a área e feito. Caso o espaço não esteja adotado, a Semma entra em contato com o requerente para a finalização da adoção.
Também é possível acessar o link da “Empresa Boa Praça”, no site da Prefeitura Municipal, ícone da Secretaria do Meio Ambiente. No endereço eletrônico é possível verificar a legislação, a documentação necessária e como proceder para adotar. O interessado ainda pode ligar na Semma para outras informações pelo telefone: (14) 3234-6849.
| Malavolta Jr. |
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| A Praça Portugal, no Jardim Estoril, foi adotada pelo Jornal da Cidade |
Bauru conta com 89 áreas verdes adotadas, segundo dados levantados pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), no primeiro semestre do ano. A estimativa é de que a adoção de praças e canteiros centrais tenha crescido cerca de 30%, no período de um ano.
“É possível dizer que de 2014 até hoje, a adoção de praças e outros espaços verdes cresceu algo em torno de 30%. Esse aumento se deve, principalmente, porque hoje a população é mais consciente em relação ao meio ambiente e a importância de se ter e manter um espaço verde próximo de casa”, comenta o diretor de Divisão de Praças e Áreas Verdes da Secretaria de Meio Ambiente de Bauru (Semma), Valter dos Santos Júnior.
Ainda segundo Júnior, o desejo de manter a vizinhança limpa, sem lixo, entulho e mato alto também têm contribuído com a preocupação dos bauruenses que saem de sua “zona de conforto” e ajudam a cuidar dos espaços de uso comum. Os adotantes normalmente são grupos de moradores, empresas privadas e clubes sociais.
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