Polícia

Mulher é encontrada assassinada próximo ao IPMet em Bauru

Heitor Carvalho e Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Quioshi Goto
Policiais no local onde o corpo foi encontrado

Uma mulher aparentando entre 40 e 45 anos foi encontrada morta neste sábado (22) à tarde, às margens da estrada municipal José Sandrin, no bairro Chácara Bauruense, na região do Instituto de Pesquisas Meteorológicas de Bauru (IPMet). A vítima, que não havia sido identificada até o fechamento desta edição, tinha cerca de dez perfurações causadas por faca nas regiões das costas e cabeça e lesões características de defesa nas mãos e antebraço. O caso é tratado como homicídio e está sendo investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

Este foi o 21º assassinato registrado neste ano em Bauru, segundo levantamento extraoficial feito pelo JC. O total de casos citados não inclui só homicídios, mas também dois crimes de latrocínio e dois feminicídios.

O corpo foi encontrado próximo a cerca de uma propriedade particular, por volta das 13h40, por um homem que parou no local para urinar. Ele acionou a Polícia Militar (PM), que preservou a área até a chegada das Polícias Científica e Civil. Segundo a polícia, a região é comumente utilizada para programas amorosos. No chão, inclusive, havia vários preservativos.

Inicialmente, havia a suspeita de que a mulher poderia ser uma garota de programa. Uma equipe da PM chegou a fazer contato com profissionais do ramo que trabalham na região mostrando a foto da vítima, mas ela não foi reconhecida. A polícia também pesquisou os registros recentes de desaparecimento, mas não encontrou nenhuma ocorrência de mulher desaparecida.

De acordo com o delegado titular da DIG, Kleber Granja, o primeiro passo da investigação é a identificação da vítima. “Nós vamos pesquisar as impressões digitais para tentar cruzar com nosso banco de dados de pessoas desaparecidas”, diz.“Vamos pesquisar também material biológico sob as unhas para ver se pode ter ali alguma característica biológica do autor”.

Com base no estado de rigidez do corpo, o delegado estima que a morte tenha ocorrido de madrugada ou no início da manhã. Ele também acredita que o assassinato não tenha ocorrido naquele local. “A gente não tem a percepção de que aqui tenha sido o local do crime, a não ser que tenha sido dentro de um carro e que ela tenha sido jogada”, afirma.

‘Covarde’

O titular da DIG preferiu não divulgar detalhes ou falar sobre eventuais hipóteses para o homicídio nesta fase inicial de investigação. “Tem vários registros ali que podem sugerir várias coisas”, limitou-se a dizer.

Em um primeiro momento, ele descartou a possibilidade de crime sexual. “Não há indícios, pelo menos aparentemente, de violência sexual, mas nós estamos pedindo perícia com coleta de material”, revela.

Segundo Granja, os assassinatos de mulheres são sempre mais preocupantes e demandam rigor nas investigações. “A gente já trabalha com máxima atenção e bastante preocupação porque morte de mulher é sempre mais minucioso e difícil para investigar”, afirma. “Morte de mulher é sempre covarde, ainda mais pelas costas.”

De acordo com o delegado, a vítima tem aproximadamente 1,60 metro de altura, cabelos castanhos escuros tingidos de loiro, unhas longas e usava anel no dedo médio da mão esquerda, shorts jeans, miniblusa azul e sutiã vermelho. Quem tiver qualquer informação que possa levar à identificação dela pode entrar em contato com a Polícia Civil através do telefone 197.

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